“Julgamos que é no mínimo estranho que as avaliações que os professores estão a fazer este ano sejam tão importantes e as que fizeram durante 10 anos não tenham importância nenhuma e nem sequer contem como tempo de serviço no descongelamento de carreiras”, começou por referir, quando questionada sobre os serviços mínimos decretados para a greve dos professores às avaliações, atualmente em curso.

Para Catarina Martins, “uma postura autoritária para não respeitar a carreira dos professores e a sua importância não é seguramente o caminho que é necessário, nem é aquele que está no Orçamento do Estado, que é uma lei que foi votada no parlamento e que diz expressamente que o tempo de serviço dos professores deve ser contado e que o Governo deve negociar com os professores”.

“Termos chegado à situação em que nos encontramos é absolutamente lamentável, e consideramos que o Ministério da Educação tem responsabilidades nessa matéria”, disse, à margem de um evento no Parlamento Europeu, em Bruxelas.

Os professores lutam pela contagem de todo o serviço, no âmbito do descongelamento da carreira e não aceitam que sejam “apagados” nove anos, quatro meses e dois dias do seu percurso profissional.

O Ministério da Educação anunciou na terça-feira que o colégio arbitral nomeado para decidir serviços mínimos na greve dos professores às avaliações decretou “por unanimidade” que vão aplicar-se aos conselhos de turma dos 9.º, 11.º e 12.º anos.

Hoje, o colégio arbitral reafirmou a sua posição, decretando “por unanimidade” que estes se aplicam aos conselhos de turma, tendo as dez organizações sindicais de professores que convocaram a greve às avaliações anunciado que vão recorrer para o Tribunal Central Administrativo de Lisboa da decisão do colégio arbitral.

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