O Benfica foi obrigado a reportar à CMVM o negócio de Luís Filipe Vieira com o 'Rei dos Frangos', apesar deste ter saído da direção do Benfica, em julho do ano passado, revelou esta terça-feira o jornal Expresso.

Em causa, recorde-se, estão os negócios a que o antigo líder do Benfica esteve ligado nas duas semanas do segundo semestre de 2021. "A CMVM considerou que o relatório de 2021 da SAD do Benfica foi insuficiente em relação à informação sobre o negócio da Imosteps, referência que consta do documento publicado este mês", escreveu o semanário.

O clube também confirmou esta informação. “No Relatório e Contas do exercício de 2021/22 e, nomeadamente no Relatório sobre o Governo da Sociedade, foi incluída a informação sobre todos as pessoas que exerceram funções na Benfica SAD durante esse exercício, ou seja, desde 01/07/2021 a 30/06/2022. Tendo o Sr. Luís Filipe Vieira exercido funções entre o dia 1/7/2021 e 16/7/2021 (16 dias), entendeu-se colocar essa informação”.

O relatório da SAD do Benfica salienta então a dívida de 54 milhões de euros de Vieira perante o Novo Banco e a forma como o ex-presidente "dela se livrou, com um negócio que contou com José António dos Santos, o maior acionista individual da SAD do Benfica, e acionista do grupo Valouro e da Avibom".

Refira-se que tanto Luís Filipe Vieira e José António dos Santos são arguidos no mesmo processo judicial, denominado Cartão Vermelho, com suspeitas de fraude fiscal e branqueamento de capitais, entre outros crimes.

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