“O fenómeno do vandalismo na cidade do Porto existe, não é menor, ou seja, é algo que tem a sua importância e que tem vindo a ser acompanhado pela câmara e pelas autoridades. Existe bastante vandalismo, temos tido problemas nalguns jardins da cidade, nomeadamente com equipamentos municipais, com parques infantis, com estátuas, etc.”, disse à Lusa fonte do gabinete de comunicação da câmara.

Segundo aquele gabinete, no Porto têm “havido muitas situações de vandalismo”, nomeadamente a “colocação de ‘tags’ [grafitos]” nas fachadas dos edifícios, o que leva a que a câmara tenha mensalmente que proceder à limpeza de 14 mil metros quadrados de paredes, com um “custo muito elevado” para o município.

Além dos grafitos, os “atos de vandalismo mais comuns” na cidade do Porto são a destruição de mobiliário urbano, como caixotes do lixo, e também de parques infantis.

“A preocupação da câmara é a reposição, mas se isso é fácil fazer em relação a um parque infantil, a mobiliário urbano, em relação a uma estátua, não é”, assinalou, indicando que o busto de António Nobre colocado no Jardim de João Chagas, na Cordoaria, foi roubado em janeiro, tendo o caso sido comunicado à PSP.

De acordo com o gabinete de comunicação, “está a tentar perceber-se qual a resposta que as autoridades estão [a dar], se arquivam o processo porque não têm nenhuma pista, ou se há pista e se se consegue recuperar a peça e a partir daí será tomada uma decisão”.

Para a autarquia, este não é, porém, um fenómeno recente – “já vem de há muitos anos” – havendo uma “ação permanente de reposição da Câmara do Porto”, que custa “muito dinheiro” ao erário público.

O vandalismo “existe e é muito grande” e acontece mais “em ruas de menor trânsito” e “em sítios menos frequentados durante a noite”, explicou a fonte do gabinete de comunicação, para quem “haver mais pessoas na rua não faz com que haja mais vandalismo” e “nas zonas com maior pressão turística, o vandalismo baixa”.

“A câmara tem equipas de limpeza permanentes, diárias, que deixam a cidade com o bom aspeto que tem”, assegurou.

O Jornal de Notícias avançou hoje que o busto de António Nobre, que estava colocado no Jardim de João Chagas, na Cordoaria, desapareceu e que, segundo Carlos Romão, autor do bloque “A Cidade Deprimente”, tal terá sucedido há cerca de um mês.

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