Segundo João Muacho, o projeto está inserido no programa de valorização, conservação e promoção do património histórico e cultural de Campo Maior, no distrito de Portalegre.

A reabilitação da capela, adjacente à Igreja Matriz, vai avançar, segundo o autarca, após um acordo estabelecido com a paróquia proprietária.

“É um espaço que há muitas décadas não tem qualquer tipo de intervenção, quer da parte da paróquia, quer da parte do município, e nós estabelecemos um acordo de colaboração no sentido de se proceder à conservação, de forma a evitar uma degradação que, ano após ano, se vinha notando”, explicou o presidente da câmara.

De acordo com o autarca, o projeto de reabilitação da Capela dos Ossos vai arrancar “muito em breve”, estando “interligado” com as obras em curso nas fortificações abaluartadas de Campo Maior, no âmbito da estratégia turística municipal.

“Aliamos as fortificações ao património histórico e religioso, neste caso a capela e também a igreja matriz ou o museu de arte sacra. Ou seja, queremos criar aqui uma complementaridade ao que é a visita às fortificações também com o património religioso”, sublinhou.

Após as obras, que deverão ficar concluídas até ao final deste ano, o espaço ficará dotado com conteúdos multimédia, bem como áreas de acesso a pessoas com mobilidade reduzida.

Segundo o município raiano, a capela “filia-se” no tipo da Capela dos Ossos de São Francisco de Évora, sendo depois desta a maior capela de ossos portuguesa e ainda hoje, “ao contrário da maioria” das suas congéneres, “move fiéis”.

De arquitetura religiosa barroca, a Capela dos Ossos de Campo Maior foi construída em 1766, em memória das vítimas da explosão do paiol do castelo em 16 de setembro de 1732, que danificou significativamente a vila e vitimou dois terços da população.

O interior da capela está revestido com as ossadas de 800 vítimas da explosão.

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