Mais de 70 mil pessoas assinaram a petição online que exigia ao festival Papillons de Nuit, que decorrerá em maio na Normandia, o afastamento de Cantat do cartaz. Os promotores defendiam que a permanência do músico no cartaz  desculpabilizava "a violência doméstica e a violência contra mulheres".

O cantor disse à agência France Press que decidiu cancelar todas as atuações que tinha agendadas em festivais para "acabar com esta controvérsia e com a pressão que recaía sobre os organizadores".

Apesar desta decisão, o músico continuará a dar concertos em nome próprio, apresentando o álbum de estreia a solo, "Amor Fati".

Bertrand Cantat foi sentenciado a oito anos de prisão, dos quais cumpriu quatro, após ter espancado Marie Trintignant, sua namorada, até à morte, em 2003, durante uma discussão num quarto de hotel na Lituânia.

O caso de Cantat voltou a gerar polémica em outubro do ano passado, quando a revista francesa Les Inrockuptibles colocou o músico de 54 anos na capa da publicação. A onda de críticas chegou à ministra francesa para a igualdade de género, Marlene Schiappa.

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