“Decidimos realizar o Horasis Global Meeting em Cascais, de forma permanente, para ali criar um ‘novo Davos’ [como é conhecido o Fórum Económico Mundial que decorre nesta cidade da Suíça], em que os participantes chegam todos os anos a um local conhecido”, explicou à agência Lusa o líder desta organização internacional, Frank-Jurgen Richter.

Segundo o responsável, “Portugal é o país ideal para sediar o encontro”, uma vez que “é o berço de tecnologia emergente da Europa […] e o novo centro mundial de diálogo global devido à sua excelente posição geográfica entre o Oriente e o Ocidente”.

A escolha de Cascais também não foi aleatória e, segundo Frank-Jurgen Richter, deve-se ao facto de este concelho “reunir todos os ingredientes para atrair os empresários experientes, em particular investidores, e os principais governantes e decisores políticos pelas suas excelentes infraestruturas”.

Pela terceira vez consecutiva, o Horasis Global Meeting decorre em Cascais entre 05 e 08 de maio, visando discutir o papel da tecnologia no futuro.

Sob o tema ‘Inspirando o futuro’, o encontro vai levar 600 personalidades de 90 países a debater “novas ideias para tornar o futuro mais sustentável e equilibrado”, dando “um enfoque especial a como a tecnologia pode ajudar a moldar” a sociedade a longo prazo, apontou Frank-Jurgen Richter.

Entre as presenças já confirmadas estão o primeiro-ministro português, António Costa, e outros membros do executivo, bem como “os líderes mundiais mais promissores”, como Peter Mutharika (do Malaui), Armen Sarkissian (da Arménia), Hassan bin Talal (príncipe da Jordânia), Ulisses Correia e Silva (primeiro-ministro de Cabo Verde) e Mohamed ElBaradei (vice-Presidente do Egito e Nobel da Paz de 2005), elencou o presidente da Horasis.

Neste grupo, Frank-Jurgen Richter incluiu também o comissário europeu português Carlos Moedas.

Do lado dos empresários, o responsável destacou os nomes de Durão Barroso (atual presidente do banco Goldman Sachs International e ex-presidente da Comissão Europeia) e de Pedro Duarte Neves (vice-governador do Banco de Portugal e presidente do Comité para a Proteção dos Consumidores e Inovação Financeira da Autoridade Bancária Europeia), entre outros.

Num total de 60 sessões – entre palestras e espaços de diálogo –, o Horasis Global Meeting vai abordar assuntos como o desenvolvimento sustentável, as migrações, a tecnologia ‘blockchain’ (que permite guardar dados de forma descentralizada e privada), a inteligência artificial e o emprego jovem.

Vincando que “agora é tempo de devolver a confiança às instituições”, Frank-Jurgen Richter indicou que, no encontro, será também discutido como é que os líderes mundiais vão responder ao crescimento das divisões políticas, económicas, sociais e tecnológicas.

“Sentimos que, desde a edição do ano passado, o mundo parece estar a dividir-se: o populismo está a tomar conta de várias partes do globo, levando ao protecionismo e reduzindo os acordos mundiais”, notou o presidente da Horasis, falando em “ameaças geopolíticas”, como os confrontos na península coreana, na Síria e Médio Oriente e na Ucrânia.

Assim, o Horasis Global Meeting servirá para “juntar decisores de todo o mundo num novo trabalho de cooperação”, adiantou Frank-Jurgen Richter à Lusa.

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