“Os milicianos da Codeco (Cooperativa para o Desenvolvimento do Congo) entraram em Drakpa, onde mataram com machetes”, disse à AFP Jean D’Zba Banju, líder de um grupo de aldeias, em Ndo Banju, no território de Djugu (Ituri).

De acordo com a mesma fonte, os deslocados fugiram da vila de Ngotshi para se estabelecer em Drakpa, acrescentando que outras cinco pessoas ficaram feridas.

A milícia Codeco é um grupo armado estruturado em torno de uma seita religiosa, que alega defender a tribo Lendu, uma das comunidades de Ituri, contra o exército e a tribo Hema.

No território vizinho de Beni, “quatro jovens foram mortos numa emboscada no sábado por rebeldes das ADF (Forças Democráticas Aliadas), a três quilómetros de Eringeti”, disse Sabiti Njiamoja, representante governamental do Kivu do Norte nesta cidade.

Desde maio, Kivu do Norte e Ituri estão sob estado de sítio.

No final de novembro, foram lançadas operações militares conjuntas dos exércitos congolês e ugandês contra os rebeldes do grupo ugandês ADF, acusados de ataques jihadistas em solo ugandês. O grupo Estado Islâmico (EI) considera-os um ramo na África Central.

Um funcionário eleito do Kivu do Norte, Jean-Baptiste Muhindo Kasekwa, traçou um balanço de pelo menos 96 civis mortos nos territórios de Irumu (Ituri) e Beni (Kivu do Norte) entre 9 e 14 de março, 383 desde o lançamento das operações congolesas-ugandenses e 2.068 desde o estabelecimento do estado de sítio.

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