"Os trabalhadores têm sido confrontados com a possibilidade de não verem os seus contratos renovados e aqui o papel da Câmara Municipal poderia e deveria ter sido outro, ao garantir que, no contrato assinado, existisse uma cláusula de salvaguarda dos postos de trabalho existentes", disse Herlanda Amado, dirigente comunista e deputada municipal.

Em conferência de imprensa junto à ETAR, localizada na denominada zona velha da cidade, Herlanda Amado considerou que a autarquia deve garantir que, quem já exerce função, se mantenha no exercício da mesma, independentemente da empresa que ganhe o concurso.

"Isto não está expresso no contrato [assinado no início deste mês], fazendo da autarquia cúmplice da precariedade vivida por estes funcionários", disse.

A dirigente comunista sublinhou, por outro lado, que a precariedade laboral é um "flagelo" que afeta "milhares de trabalhadores" na Região Autónoma da Madeira.

Segundo dados estatísticos do início deste ano, mais de 20% dos madeirenses que têm trabalho são precários", indicou, realçando que, em média, um trabalhador com vínculo laboral precário recebe menos 30% a 40% de salário do que um trabalhador efetivo.

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