Em resposta à agência Lusa, a Câmara do Porto confirmou, na sequência da notícia divulgada pelo jornal Público, que o espaço vai continuar a funcionar e que foi interposta uma providência cautelar à decisão tomada pela autarquia de cessação do equipamento.

O jornal Público avança hoje que as notificações enviadas pela autarquia aos arrendatários, proprietários e administração do condomínio de que têm de desocupar o espaço nos próximos 10 dias úteis "deixam de ter efeito" na sequência da providência cautelar interposta por parte dos proprietários das lojas, que prolonga "por agora a estadia de quem arrenda as mais de uma centena de frações do edifício".

Os músicos e artistas do Stop manifestam-se hoje em frente à Câmara Municipal do Porto em defesa daquele "polo cultural" da cidade.

Em 08 de setembro, os proprietários e arrendatários do centro comercial Stop foram notificados pelos serviços da Câmara Municipal do Porto de que tinham até 10 dias úteis para desocupar o edifício, prazo que terminaria hoje.

Na quinta-feira, o presidente da Câmara do Porto anunciou que a autarquia não conseguiu notificar a administração do condomínio do centro comercial Stop da intenção de fechar o espaço, pelo que o encerramento seria adiado por 10 dias úteis.

O Stop, que funciona há mais de 20 anos como espaço cultural, com salas de ensaio e estúdios, viu a maioria das suas frações serem seladas em 18 de julho, deixando quase 500 artistas e lojistas sem terem para onde ir, mas reabriu em 04 de agosto, com um carro de bombeiros à porta.