“Como prometido (…) passamos das palavras à ação”, realçou Salvini.

O ministro do Interior anunciou o desmantelamento após várias revoltas dos migrantes devido às condições de trabalho, assim como mortes por incêndios e ataques racistas.

Segundo a agência de notícias Efe, cerca de 900 migrantes concordaram em ser transferidos para outros acampamentos, mas desconhece-se o destino de várias centenas de pessoas que se recusaram a deixar o local, porque o realojamento os impediria de voltar a trabalhar nos campos.

Muitos dos migrantes encontraram trabalho sazonal nos campos agrícolas da região.

A deputada do Partido Democrático (PD) Enza Bruno Bossio, que se deslocou a San Ferdinando para presenciar a demolição das construções de madeira e metal pediu que esse gesto “não se torne uma injustiça”.

“As condições de vida desumanas para estas pessoas acabaram, mas perante as escavadoras enviadas por Salvini e os migrantes que não sabem para onde irão, espero que isto não se converta numa injustiça e que eles não se tornem invisíveis”, referiu.

O acampamento de San Ferdinando representa um dos maiores da região devido à concentração de migrantes, na sua maioria africanos.

As condições de vida e de trabalho foram denunciadas em várias ocasiões por associações e sindicatos, uma vez que trabalham entre oito e 12 horas por dia e recebem um pagamento entre 20 e 30 euros diários.

Em fevereiro, a morte de um senegalês de 29 anos, Moussa Ba, levou as autoridades italianas a ordenar novamente a demolição deste bairro.

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