A resposta do MAI à agência Lusa surge após a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) ter denunciado que nos comandos do Porto, Lisboa e Setúbal apenas existe “um carro de patrulha por esquadra”, estando centenas de viaturas paradas devido a avarias.

“Neste momento, o que está a acontecer é o máximo de uma viatura por esquadra”, disse à agência Lusa o presidente da ASPP, Paulo Rodrigues, sublinhando que “há parques de estacionamento da PSP de Lisboa e Porto que estão lotados” com carros avariados.

O Sindicato Nacional da Carreira de Chefes da PSP (SNCC/PSP) publicou também várias fotografias na sua página de Facebook onde são visíveis dezenas de carros de serviço da PSP parados num parque do Comando Metropolitano do Porto.

Paulo Rodrigues adiantou que isto não só acontece com as viaturas da patrulha, mas também com as carrinhas das Equipas de Intervenção Rápida, que fazem muitos quilómetros.

O presidente do maior sindicato da PSP sublinhou que muitas destas viaturas estão paradas porque precisam de pequenas reparações, como elevador do vidro elétrico.

Segundo a ASPP, os comandos de Lisboa, Porto e Setúbal são onde existe mais viaturas paradas e onde a situação “é mais grave”.

Paulo Rodrigues referiu que esta situação começou a agravar-se em dezembro e piorou no início do ano porque “a Polícia está a ser gerida por duodécimos”, uma vez que o Orçamento do Estado ainda não foi aprovado

Na resposta enviada à Lusa, o MAI refere que “continua empenhado em dotar as forças e serviços de segurança das condições adequadas ao exercício da missão que lhes está confiada”, estando previsto no programa do Governo “aprofundar as soluções de partilha de recursos” entre a PSP e GNR através “da gradual integração das estruturas de apoio técnico e de suporte logístico”.

O MAI adianta, como exemplo, a manutenção e reparação de avarias no vasto parque de viaturas ao serviço das forças de segurança.

A ASPP/PSP considera que esta proposta do Governo das oficinas partilhadas para a PSP e GNR não vai resolver o problema, defendendo que é necessário mudar o modelo de gestão da frota.

O Ministério tutelado por Eduardo Cabrita frisa que vai continuar este ano com a Lei de Programação de Infraestruturas e Equipamentos das Forças e Serviços de Segurança do Ministério da Administração Interna, que tem permitido, desde 2017, “programar e realizar um importante investimento" nas instalações policiais e viaturas.

No âmbito dessa lei, o MAI destaca a aquisição de 2.422 viaturas no valor de cerca de 57 milhões de euros.

O MAI refere também que, em 2018 e 2019, a Lei de Programação permitiu a aquisição de cerca de mil viaturas para as forças e serviços de segurança, totalizando um investimento de cerca de 24 milhões de euros.

O Ministério da Administração Interna indicou ainda que esta lei já permitiu, no âmbito da reabilitação e construção de postos e esquadras da PSP e GNR, concluir cerca de 50 empreitadas, num valor superior a 30 milhões de euros, estando previsto um investimento global superior a 100 milhões de euros.

Contactada pela Lusa, a direção nacional da PSP escusou-se a divulgar os dados sobre a frota daquela polícia e de quantas viaturas estão para reparação.

A direção nacional da PSP indica que a tutela tem conhecimento das capacidades da frota da PSP e sustenta que "quando uma viatura está avariada é imediatamente sinalizada para ser intervencionada".

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