“Estas duas características marcam a mensagem de Natal de António Costa, a incapacidade de se auto responsabilizar e perceber que os erros que o seu Governo cometeu estão a gerar aos portugueses os problemas que hoje estamos a viver, e a esquizofrenia política de não perceber que tudo o que está em seu redor, que todos os grandes dramas que estamos a viver hoje, têm também o seu cunho e a sua mão enquanto primeiro-ministro”, afirmou André Ventura.

Num vídeo enviado às redações, o líder do Chega criticou também que “o Governo de António Costa foi responsável pelo desastre” dos setores que elogiou e “vem agora saudá-los como se o seu esforço tivesse sido também acompanhado pelo esforço do Governo”.

O presidente e deputado único do Chega referiu também que a mensagem hoje transmitida pelo chefe de Governo “segue o padrão de todas as outras que tem transmitido ao país: ainda falta trabalho por fazer, ainda há muitos problemas, ainda há muitas batalhas a travar”.

“Mas, diz António Costa, ainda é ele o melhor para o fazer. Nada de novo, nenhum sentimento de esperança”, criticou.

Apontando que registou “o mesmo tom, habitual, de sempre, de derrota e de fatalismo do senhor primeiro-ministro”, André Ventura disse que foi “a mensagem permanente de que o combate contra a pandemia não está travado, que gostava de ter feito mais, mas não foi possível, de que ainda não vamos ter o tempo que esperávamos nem o Natal que esperávamos”.

“É aquele discurso do género a culpa não é minha, a culpa é das circunstâncias e dos outros”, apontou também.

Na sua tradicional mensagem de Natal, que disse ser este ano mais contida do ponto de vista político por se estar em período pré-eleitoral, o primeiro-ministro salientou hoje que a guerra contra a covid-19 ainda não acabou, considerou que é fundamental prosseguir o reforço vacinal em Portugal e elogiou o trabalho “inexcedível” dos profissionais de saúde e a resposta do SNS.

Na sua sétima mensagem de Natal desde que exerce as funções de primeiro-ministro, António Costa fez um rasgado elogio à forma como os profissionais de saúde têm estado empenhados no combate à covid-19.

A seguir, deixou avisos em relação à evolução da pandemia nos próximos meses.

“A vacina provou ser a arma mais eficaz no combate à pandemia, uma extraordinária vitória da ciência, mas a guerra ainda não acabou. Como sabemos, há milhões de seres humanos em todo o mundo que ainda não tiveram acesso à vacina e, enquanto assim for, o vírus continuará ativo e persistirá o risco de se transformar em novas variantes”, advertiu.

Por isso, para o líder do executivo, “é fundamental acelerar a vacinação à escala global e prosseguir o reforço vacinal em Portugal”.