Momentos depois de Pelosi ter aterrado na terça-feira em Taiwan - território que a China reivindica como uma província separatista -, Pequim anunciava que entrava em “alerta máximo” e que ia lançar “uma série de operações militares”, que classificou como “contramedidas”.

Os exercícios, que irão prolongar-se até domingo, incluem "disparos de munições reais de longo alcance" no Estreito de Taiwan, que separa o território da China continental.

Segundo as coordenadas avançadas pelo exército chinês, em certos locais, as operações vão aproximar-se até 20 quilómetros da costa de Taiwan.

Nas horas seguintes à chegada de Pelosi, que após um encontro com a Presidente de Taiwan Tsai Ing-wen prosseguiu o seu périplo asiático e rumou à Coreia do Sul e ao Japão, as autoridades taiwanesas denunciaram a entrada de mais de 40 aviões militares chineses no espaço de defesa aérea de Taiwan.

Em declarações no território, Pelosi garantiu que Washington não vai abandonar Taipé, enquanto a Presidente de Taiwan assegurou que a ilha vai manter-se firme face à ameaça militar chinesa.

Na relação com os Estados Unidos, Pequim tem alertado que não irá tolerar qualquer interferência na questão de Taiwan, onde o anterior governo nacionalista chinês se refugiou em 1949, após a derrota na guerra civil com os comunistas.

Apesar de viveram autonomamente desde então, a China considera Taiwan como parte do seu território, e não uma entidade política soberana, e ameaça usar a força se a ilha declarar a independência.

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