De acordo com o porta-voz do Comando Militar americano no Médio Oriente (CentCom), coronel Patrick Ryder, a coligação foi informada de que "quatro membros de grupos que combatem o grupo Estado Islâmico" podem ter sido mortos num ataque ocorrido a 28 de maio, na cidade de Marea, no norte do país.

"Uma investigação foi aberta sobre esse incidente", explicou o porta-voz. Segundo o CentCom, a coligação lançou três bombardeios nesse dia, nessa localidade da província de Aleppo, perto da fronteira turca. Na região, houve combates nas últimas semanas entre extremistas e rebeldes. Assim como a cidade de Minbej, o local fica mais a leste, na última zona de contacto dos radicais com a Turquia.

Segundo o Wall Street Journal, os rebeldes bombardeados pertenciam à Brigada Mutasim, que diz ter perdido dez combatentes nesse ataque. De acordo com o jornal americano, a Brigada faz parte dos grupos que receberam armas e equipamento do Pentágono no âmbito de um programa destinado aos rebeldes e dotado de mais de 500 milhões de dólares (440,8 milhões de euros).

Lançado em 2015, o programa foi suspenso alguns meses depois e retomado este ano numa modalidade mais leve. Em dezembro de 2015, a coligação teve de reconhecer que teria, provavelmente, matado por engano soldados iraquianos aliados que participavam de operações contra o EI perto da cidade de Fallujah.

Na ocasião, os iraquianos relataram a ocorrência de dez mortos e feridos. "Aplicaremos todas as lições decorrentes da investigação" sobre o incidente de Marea "para melhorar as nossas operações no futuro", prometeu o coronel Ryder.

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