A exposição a períodos de calor intenso pode conduzir à desidratação e ao agravamento de doenças crónicas, o que pode provocar danos irreversíveis na saúde.

Com o aumento das temperaturas, também o índice de risco de incêndio é elevado, principalmente para as zonas do interior do país. A propagação de um incêndio depende das condições meteorológicas (direção e intensidade do vento, humidade relativa do ar, temperatura), do grau de secura e do tipo do coberto vegetal, orografia do terreno, acessibilidades ao local do incêndio e tempo de intervenção.

Num fim de semana em que se prevêem temperaturas elevadas em todo o país, a ICE - In Case of Emergency, projeto que visa divulgar boas práticas de prevenção e de atuação em caso de efetiva emergência, neste caso quer em termos de saúde, quer no que respeita aos incêndios florestais.

Saúde

Quem está mais vulnerável aos efeitos do calor intenso? 

As crianças, as pessoas idosas, os portadores de doenças crónicas e as pessoas acamadas são especialmente vulneráveis. Trabalhadores expostos ao sol/calor e praticantes de desportos de alta intensidade devem ter particular cuidado e reduzir o esforço físico.

Quais as principais medidas de prevenção?

– Aumentar a ingestão de água, mesmo sem ter sede.

– Evitar bebidas alcoólicas e bebidas com elevado teor de açúcar.

– Oferecer água às pessoas mais vulneráveis: recém-nascidos, crianças, pessoas idosas e doentes, mesmo que elas não manifestem sede.

– Fazer refeições leves e mais frequentes e evitar as refeições pesadas e muito condimentadas.

– Permanecer duas a três horas por dia num ambiente fresco, ou com ar condicionado, o que pode evitar as consequências nefastas do calor, particularmente no caso de crianças, pessoas idosas ou pessoas com doenças crónicas.

– No período de maior calor tomar um duche de água tépida ou fria. Evitar, no entanto, mudanças bruscas de temperatura.

– Evitar a exposição direta ao sol, em especial entre as 11 e as 17 horas. Sempre que isso acontecer usar um protetor solar com um índice de proteção igual ou superior a 30.

– Ao ar livre, usar roupas que evitem a exposição direta da pele ao sol, particularmente nas horas de maior incidência solar. Usa chapéu, de preferência de abas largas, e óculos que ofereçam proteção contra a radiação ultravioleta.

– Sempre que possível, diminuir os esforços físicos e repousar frequentemente em locais à sombra, frescos e arejados.

O que fazer em caso de emergência? 

Em caso de emergência manter-se em segurança, ligar 112 e:

Dizer o tipo de situação, se é doença, acidente, parto, agressão, etc.

– Indica o número de telefone a partir do qual está a ligar.

– Indica a localização exata, referindo pontos de referência (ex: perto da igreja).

– Indica qual é a aparente gravidade da situação e o número de vítimas (se possível, tenta saber idade e sexo).

– Referir queixas e sintomas da(s) pessoa(s) a socorrer, bem como possíveis alterações que observares.

– Desliga a chamada somente quando o operador o indicar.

Mais informações no site da Direção-geral de Saúde. Em caso de dúvida, ligue para a Linha de Saúde 24 através do número 800 24 24 24

Incêndios Florestais 

Quais são as zonas mais vulneráveis ao risco de incêndio? 

A ameaça dos incêndios florestais para pessoas que habitam em áreas florestais ou nas suas imediações, ou que utilizem estes espaços para fins recreativos é real. Um pré-planeamento e o conhecimento de medidas preventivas podem diminuir os danos. Habitações que se encontrem a menos de 50 metros de mato ou floresta, por limpar ou sem acessos e manutenção são as mais vulneráveis.

Quais as principais medidas de prevenção? 

– Aprender e ensinar as práticas de segurança contra incêndios;

– Ter sempre um meio para extinguir de imediato o início dum incêndio (exemplo: extintor, mangueiras, enxada, pás, etc);

– Utilizar materiais resistentes ao fogo na construção das habitações;

– Criar uma zona de segurança, nunca inferior a 50 metros, entre a habitação e os materiais combustíveis;

– Armazenar materiais combustíveis em zonas seguras e fora da tua habitação;

– Ter em atenção a localização das linhas elétricas em relação às copas das árvores;

– Não esquecer que as copas das árvores e dos arbustos devem distar no mínimo 5 metros da edificação;

– Elaborar planos de evacuação da casa pedindo a colaboração dos vizinhos;

– Planear a utilização de estradas alternativas para fugir das zonas de perigo.

O que fazer se detetar um incêndio florestal? 

Em caso de deteção de incêndio florestal deve manter-se em segurança e ligar 112:

– Dizer o tipo de situação, se é doença, acidente, incêndio, etc.;

– Indicar o número de telefone a partir do qual está a ligar;

– Indicar a localização aproximada do incêndio;

– Tenta estimar a dimensão atual do incêndio (se possível) e indica uma forma de acesso mais rápido ao local;

– Desliga a chamada somente quando o operador o indicar.

Mais informações no site da Proteção Civil

Fontes:

Direção-geral de Saúde

Instituto Português do Mar e da Atmosfera

Proteção Civil 

Sobre a ICE

A plataforma ICE (In Case of Emergency) é um serviço de e-learning que pretende melhorar a forma como aprendemos a atuar em situações de emergência. O nosso objetivo é ajudar a população a saber como atuar e a adquirir novos conhecimentos que podem ajudar a salvar vidas.

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