Em comunicado, o gabinete do ministro João Pedro Matos Fernandes referiu que nos próximos dias irá realizar-se a remoção dos detritos resultantes da operação, frisando que na intervenção não foi demolida nenhuma edificação que sirva de primeira e única habitação, nem as edificações de apoio à atividade dos pescadores, viveiristas ou mariscadores na Ria Formosa.

A operação, iniciada na terça-feira, incidiu apenas sobre 23 das 36 edificações identificadas em zona de risco e em domínio público marítimo, já que as restantes 13 estão, por enquanto, protegidas por providências cautelares, interpostas antes e durante o processo de posse administrativa.

Segundo disse à Lusa o presidente da Sociedade Polis, José Pacheco, a reposição dos locais onde estavam as construções deverá estar concluída até ao dia 20 de maio, ou seja, antes do início da época balnear.

O processo tem vindo a ser alvo de intensa contestação por parte dos moradores nas ilhas-barreira e tem merecido intervenções de deputados da Assembleia da República eleitos pelo distrito de Faro.

O presidente da Associação de Moradores da Ilha do Farol, Feliciano Júlio, explicou que, desde o início do processo, as despesas com processos judiciais dos moradores da ilha do Farol e da ilha dos Hangares já ultrapassaram os 500 mil euros.

No Tribunal Cível e no Tribunal Administrativo e Fiscal de Loulé correm processos de defesa de várias construções, seja por recuso ao usucapião quer pela defesa do habitat dos camaleões, espécie em vias de extinção e presente nas ilhas-barreira da Ria Formosa.

A operação de demolição das construções foi acompanhada por 80 elementos da Polícia Marítima e decorreu sem contestação.

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