Em comunicado, o laboratório Labialfarma “repudia completamente” as afirmações da presidente do Observatório Português de Canábis Medicinal (OPCM), Carla Dias, e “informa que as contra-análises realizadas ao produto demonstram a inexistência da bactéria Escherichia coli (E. coli)”.

O laboratório refere-se ao comunicado divulgado por “inúmeros órgãos de comunicação social” no qual “foi dito que o OPCM, no âmbito de um protocolo com a Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa ‘tinha mandado’ analisar o óleo no interior das cápsulas do suplemento Cannabis, tendo sido alegadamente detetada a presença da bactéria E. Coli”.

“O comunicado do OPCM consiste num conjunto de incorreções e falsidades, lesivas a vários níveis da imagem e do bom nome da Biocêutica e, por conseguinte, dos Laboratórios Labialfarma, que repudiamos de forma veemente, mantendo o voto de qualidade e confiança que os consumidores depositam nos produtos que fabricamos”, sublinha.

O Labialfarma esclarece que o “Cannabis” tem o estatuto legal de Suplemento Alimentar, que define os suplementos alimentares como géneros alimentícios e não como medicamento, sendo constituído por óleo de sementes de canábis sativa, de acordo com os requisitos previstos no Regulamento nº2015/2283.

“A sua comercialização foi devidamente notificada à DGAV – Direção Geral de Alimentação e Veterinária, sendo falso que esteja a ser vendido como tendo ‘propriedades terapêuticas’, conforme se pode comprovar através da consulta da respetiva embalagem”, salienta.

O laboratório assegura que possui a certificação GMP – Boas Práticas de Fabrico e tem implementado um Sistema de Qualidade suportado pelas normas ISO 9001, ISO 14001, ISO 13485 e HACCP.

“Durante o processo de fabrico, o produto é sujeito a vários controlos de qualidade que se iniciam com a seleção de fornecedores de matérias-primas qualificados, passando por controlos analíticos (IPC) durante todas as fases do processo de produção, sendo o Produto apenas disponibilizado para o mercado depois de efetuado um rigoroso controlo de qualidade físico-químico e microbiológico, em conformidade com as especificações estabelecidas”, salienta.

Consequentemente, afirma, “em nenhuma das fases de produção do produto “Cannabis” foi detetada a presença da bactéria E. coli, conforme atestam todas as análises realizadas no nosso laboratório durante esse processo”.

“Não obstante, após as afirmações da alegada contaminação, a Labialfarma”, juntamente com a Biocêutica, solicitou “uma contra-análise do produto em três laboratórios, nacionais e internacionais, devidamente certificados/acreditados. Os resultados destas análises confirmam a ausência da bactéria E. coli em todas as amostras analisadas”.

“Deste modo, torna-se óbvio que as afirmações feitas no comunicado do OPCM são manifestamente falsas e fica evidenciada a inexistência da bactéria E. coli no suplemento alimentar”, acrescenta.

Defende ainda que “não cabe ao OPCM a responsabilidade de controlo de suplementos alimentares, uma vez que se trata apenas de uma associação privada que prossegue os interesses dos seus associados e órgãos dirigentes e cujos verdadeiros intuitos não são conhecidos”.

Segundo o laboratório, a Biocêutica já endereçou um comunicado ao OPCM a solicitar que “a verdade seja publicamente reestabelecida”.

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