Mike Pence, que visitou uma clínica em Rochester, no estado do Minnesota, não usou máscara para falar com profissionais de saúde infetados e recuperados, nem quando visitou um laboratório onde se realizam testes, nem durante uma mesa redonda sobre o vírus.

Isto apesar de o regulamento daquela unidade de saúde estabelecer que “todos os doentes, visitantes e funcionários devem usar máscara como forma de prevenir a transmissão da covid-19″. Segundo a agência AP, todos os outros participantes que acompanharam Pence, incluindo representantes de autoridades, usaram máscara.

Numa publicação na rede social Twitter, a clínica assegurou ter informado previamente o gabinete do vice-presidente sobre a sua política de máscaras, mas essa mensagem foi depois eliminada – questionado sobre isso pela AP, o estabelecimento não esclareceu a razão da retirada da publicação, mas confirmou ter partilhado informação com o gabinete de Mike Pence.

Questionado sobre a sua decisão, numa altura em que a covid-19 já causou mais mortos no país do que a guerra do Vietname, Pence disse que não havia necessidade de usar máscara por estar a ser regularmente testado, bem como toda a sua comitiva.

“Como eu não estou infetado com o coronavírus, pensei que era uma boa ocasião para estar lá, falar com os investigadores, os fantásticos profissionais de saúde, olhá-los nos olhos e agradecer-lhes”, justificou o número dois da Administração dos Estados Unidos, que lidera a célula de crise contra o coronavírus criada pela Casa Branca.

Os Centros de Prevenção Contra as Doenças norte-americanos recomendam a cobertura do rosto em espaços públicos onde é difícil assegurar o distanciamento social, como farmácias e supermercados. Ainda assim, quando comunicou as recomendações federais sobre o uso de máscaras, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que optaria por não o fazer.

Os Estados Unidos registaram 2.207 mortos nas últimas 24 horas devido à pandemia da covid-19, de acordo com a contagem da Universidade Johns Hopkins.

No total, 58.351 pessoas morreram nos Estados Unidos.

O número de infetados subiu para 1.012.399 com cerca de 115 mil pessoas a serem dadas como recuperadas.

Os Estados Unidos continuam a ser o país com registo de mais mortos e de casos confirmados.

Seguem-se Itália (27.359 mortos, mais de 201 mil casos), Espanha (23.822 mortos, perto de 211 mil casos), França (23.660 mortos, cerca de 169 mil casos) e Reino Unido (21.678 mortos, mais de 161 mil casos).

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 214 mil mortos e infetou mais de três milhões de pessoas em 193 países e territórios.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade da China.

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