As autoridades sul-coreanas detetaram ovos contaminados com “fipronil” em cinco explorações, enquanto que noutras 18 foram encontrados “bifentrina” e outros pesticidas, indicou o Ministério da Agricultura.

Com estas são já 29 as explorações avícolas afetadas na Coreia do Sul, de acordo com dados da agência noticiosa sul-coreanaa Yonhap.

O “fipronil” é um pesticida usado para controlo de formigas, baratas e outros insetos e cujo uso está proibido em quintas avícolas. O inseticida “bifentrina” utiliza-se, por seu lado, em diversos cultivos agrícolas.

O Governo sul-coreano iniciou uma inspeção geral às 1.239 explorações avícolas registadas no país, depois de ter detetado, na terça-feira, “fipronil” em várias instalações.

As autoridades suspenderam temporariamente a venda de ovos nas principais lojas e supermercados do país para impedir que os ovos contaminados cheguem aos consumidores.

Em 2016, a Coreia do Sul foi obrigada a restringir a venda de ovos produzidos localmente, devido ao surto de gripe aviária, o que obrigou à importação de países como Austrália, Nova Zelândia, Dinamarca, Holanda, Tailândia e Espanha.

Até agora, o Executivo sul-coreano não deu conta de “fipronil” em ovos importados de outros países.

O pesticida “fipronil”, de uso proibido em aves, gerou alarme na Europa, depois de ter sido divulgado que foi usado na Bélgica e na Holanda e de terem sido detetados produtos contaminados em 17 países.

Segundo especialistas, o “fipronil” representa um risco de intoxicação “muito improvável” para humanos que, tendo em conta os níveis máximos detetados na Bélgica e Holanda, teriam de consumir milhares de ovos contaminados ao longo da vida para sofrer efeitos adversos.

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