A região de saúde de Lisboa e Vale do Tejo registou nas últimas 24 horas mais 323 infeções. Esta zona domina assim grande parte dos 350 novos casos que surgiram em Portugal até à meia-noite.

Portugal regista hoje 1.383 mortes relacionadas com a covid-19, mais 14 do que na quinta-feira e 31.946 infetados, mais 350, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde.

Registam-se também 17 novos internamentos, o maior aumento de internados desde 7 de maio, e mais um internado em unidades de cuidados intensivos.

Registou-se ainda um aumento de 274 casos recuperados, fixando-se o total agora nos 18.911.

António Lacerda Sales remeteu para o conselho de ministros a tomada de decisões específicas para a região de Lisboa e Vale do Tejo.

O Governo está hoje reunido em conselho de ministros, de onde deverão sair novidades sobre a terceira fase de desconfinamento, prevista para a próxima segunda-feira.

“Estamos prestes a entrar na terceira fase do desconfinamento, o que nos compromete ainda mais a todos. A nossa liberdade é diretamente proporcional à nossa responsabilidade”, disse António Lacerda Sales.

O secretário de Estado da Saúde fez ainda um balanço da testagem que tem vindo a ser realizada, apontando que “desde 01 de março foram realizados mais de 796 mil testes de diagnóstico com 7% de amostras processadas positivas”.

“E mantém-se o stock de testes em cerca de um milhão, o que garante uma estabilidade em matéria de testagem”, garantiu o governante.

António Lacerda Sales referiu que na quinta-feira “foram feitas mais de 10.200 vigilâncias clínicas através da plataforma ‘Trace Covid’, o que representa “mais cerca de 200” face a quarta-feira.

Atualmente, ainda de acordo com dados hoje referidos pelo secretário de Estado da Saúde, esta plataforma conta com 450 mil utentes seguidos por mais de 73 mil profissionais de saúde.

Em comparação com os dados de quinta-feira, em que se registavam 1.369 mortos, hoje constatou-se um aumento de óbitos de 1%.

Relativamente ao número de casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus (31.946), os dados da Direção-Geral da Saúde (DGS) revelam que há mais 350 casos do que na quinta-feira (31.596), representando uma subida de 1,1%.

A região Norte é a que regista o maior número de mortos (769), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (346), do Centro (237), do Algarve (15), dos Açores (15) e do Alentejo, que regista um óbito, adianta o relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24:00 de quinta-feira, mantendo-se a Região Autónoma da Madeira sem registo de óbitos.

Covid-19 em Portugal

Quem suspeitar estar infetado ou tiver sintomas - que incluem febre, dores no corpo e cansaço - deve contactar a linha SNS24 através do número 808 24 24 24 para ser direcionado pelos profissionais de saúde. Não se dirija aos serviços de urgência, pede a Direção-Geral da Saúde (DGS).

A DGS e o Governo criou para o efeito vários sites onde concentra toda a informação atualizada e onde pode acompanhar a evolução da infeção em Portugal e no mundo. Pode ainda consultar as medidas de segurança recomendadas e esclarecer dúvidas sobre a doença.

O Governo também lançou um site que funciona como um guia prático para apoiar cidadãos, famílias e empresas no combate aos efeitos causados pela pandemia.

Poderá ainda acompanhar a cobertura da covid-19 no Especial Coronavírus do SAPO24.

SNS reforçado com cerca de 3.000 profissionais de saúde durante a pandemia

O Serviço Nacional de Saúde (SNS) foi reforçado com cerca de 3.000 profissionais, entre os quais 125 médicos e mais de 900 enfermeiros, devido à pandemia da covid-19, revelou hoje o secretário de Estado da Saúde.

“Foram contratados no âmbito ao combate à covid-19 cerca de 3.000 profissionais de saúde (…). Estamos mais capacitados, mais preparados, com maior resposta no SNS quer para atividade covid, quer para atividade não covid. Temos de continuar este caminho, vamos com certeza continuar a percorre-lo”, disse António Lacerda Sales.

De acordo com o governante, “foram contratados 125 médicos, mais de 900 enfermeiros, 205 técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica e mais de 1.350 assistentes operacionais”.

O boletim em detalhe

Segundo os dados da Direção-Geral da Saúde, 702 vítimas mortais são mulheres e 681 são homens.

Das mortes registadas, 929 tinham mais de 80 anos, 270 tinham entre os 70 e os 79 anos, 124 tinham entre os 60 e 69 anos, 43 entre 50 e 59, 15 entre os 40 e os 49. Um dos doentes que morreu tinha entre os 30 e os 39 anos e outro entre 20 e 29 anos.

A caracterização clínica dos casos confirmados indica que 529 doentes estão internados em hospitais, mais 17 do que na quinta-feira (+3,3%), e 66 estão em Unidades de Cuidados Intensivos, mais um (+1,5%).

A recuperar em casa estão 11.123 pessoas.

Os dados da DGS precisam que o concelho de Lisboa é o que regista o maior número de casos de infeção pelo novo coronavírus (2.324, seguido por Vila Nova de Gaia (1.558), Porto (1.351), Matosinhos (1.277), Braga (1.224) e Gondomar (1.083).

Desde o dia 01 de janeiro, registaram-se 321.290 casos suspeitos, dos quais 1.568 aguardam resultado dos testes.

Há 287.776 casos em que o resultado dos testes foi negativo, refere a DGS, adiantando que o número de doentes recuperados subiu para 18.911 (mais 274).

A região Norte continua a registar o maior número de infeções, totalizando 16.725, seguida pela região de Lisboa e Vale do Tejo, com 10.643, da região Centro, com 3.728, do Algarve (366) e do Alentejo (259).

Os Açores registam 135 casos de covid-19 e a Madeira contabiliza 90 casos confirmados, de acordo com o boletim hoje divulgado.

A DGS regista também 27.917 contactos em vigilância pelas autoridades de saúde.

Do total de infetados, 18.362 são mulheres e 13.584 são homens.

A faixa etária mais afetada pela doença é a dos 40 aos 49 anos (5.368), seguida da faixa dos 50 aos 59 anos (5.287) e das pessoas com idades entre os 30 e 39 anos (4.798).

Há ainda 4.523 doentes acima dos 80 anos, 4.178 entre os 20 e os 29 anos, 3.507 entre os 60 e 69 anos e 2.574 com idades entre 70 e 79 anos.

A DGS regista igualmente 646 casos de crianças até aos nove anos e 1.065 jovens com idades entre os 10 e os 19 anos.

De acordo com a DGS, 40% dos doentes positivos ao novo coronavírus apresentam como sintomas tosse, 29% febre, 21% dores musculares, 20% cefaleia, 15% fraqueza generalizada e 12% dificuldade respiratória. Esta informação refere-se a 91% dos casos confirmados.

A pandemia do novo coronavírus já causou a morte a mais de 360 mil pessoas e infetou mais de 5,8 milhões em todo o mundo desde dezembro, segundo um balanço da agência AFP baseado em dados oficiais dos países. Segundo os dados recolhidos pela agência de notícias francesa até às 11:00 de hoje (12:00 em Lisboa), já morreram pelo menos 360.419 pessoas e há mais de 5.826.680 infetados em 196 países e territórios desde o início da epidemia, em dezembro de 2019 na cidade chinesa de Wuhan. Pelo menos 2.370.400 casos foram considerados curados pelas autoridades de saúde.

Os Estados Unidos, que registaram a primeira morte ligada ao coronavírus no início de fevereiro, são o país mais afetado em termos de número de mortes e casos, com 101.621 e 1.721.926 casos, respetivamente. Pelo menos 399.991 pessoas foram declaradas curadas.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Reino Unido, com 37.837 mortes e 269.127 casos, Itália com 33.142 mortes (231.732 casos), França com 28.662 mortes (186.238 casos) e Espanha com 27.119 óbitos (237.906 casos).

A China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau), onde a epidemia começou no final de dezembro, contabilizou 82.995 casos (nenhum novo entre quinta-feira e hoje), incluindo 4.634 mortes e 78.291 curados.

A Europa totalizou 176.117 mortes para 2.106.715 casos, Estados Unidos e Canadá 108.584 mortes (1.810.438 casos), América Latina e Caraíbas 47.238 mortes (887.605 casos), Ásia 15.348 mortes (505.458 casos), Médio Oriente 9.213 mortes (378.407 casos), África 3.787 mortes (129.527 casos) e Oceânia 132 mortes (8.533 casos).

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