Fonte oficial do município de Évora indicou à agência Lusa que a autarquia decidiu não encerrar o tráfego aéreo no aeródromo da cidade e está a seguir "as indicações das autoridades aeroportuárias".

"Não estamos a aceitar voos de países que as autoridades aeroportuárias desaconselham", nomeadamente de "Espanha, Itália e outros", porque estão a ser muito afetados pela Covid-19, referiu.

Segundo a mesma fonte, o aeródromo de Évora, cujos pedidos de utilização "são poucos e de apenas de aviões privados", tem, atualmente, "a atividade muito restringida" e a de lazer "está praticamente parada e alguma encerrada".

O aeródromo de Évora é onde está estacionado um helicóptero do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e está disponível para ser usado em situações de emergência, sublinhou a fonte.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) elevou hoje número de casos confirmados de infeção para 448, mais 117 do que na segunda-feira, dia em que se registou a primeira morte no país.

Dos casos confirmados, 242 estão a recuperar em casa e 206 estão internados, 17 dos quais em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI).

O boletim divulgado pela DGS assinala 4.030 casos suspeitos até hoje, dos quais 323 aguardavam resultado laboratorial.

Das pessoas infetadas em Portugal, três recuperaram.

De acordo com o boletim, há 6.852 contactos em vigilância pelas autoridades de saúde.

Atualmente, há 19 cadeias de transmissão ativas em Portugal, mais uma do que no domingo.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, convocou uma reunião do Conselho de Estado para quarta-feira para discutir a eventual decisão de decretar o estado de emergência.

Portugal está em estado de alerta desde sexta-feira e o Governo colocou os meios de proteção civil e as forças e serviços de segurança em prontidão.

Entre as medidas para conter a pandemia, o Governo suspendeu as atividades letivas presenciais em todas as escolas desde segunda-feira e impôs restrições em estabelecimentos comerciais e transportes, entre outras.

O Governo também anunciou o controlo de fronteiras terrestres com Espanha, passando a existir nove pontos de passagem e exclusivamente destinados para transporte de mercadorias e trabalhadores que tenham de se deslocar por razões profissionais.

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