Marta Temido, que falava numa entrevista ao ‘podcast’ do PS Politica com Palavra, explicou que os dados recolhidos nos inquéritos epidemiológicos apenas conseguiram conhecer o contexto do contágio (se foi em casa, nos transportes, ou em meio laboral, por exemplo) em 25% dos casos na região Norte.

Na semana passada, o primeiro-ministro tinha divulgado que os dados disponíveis indicavam que as infeções por covid-19 acontecem em 68% dois casos através de convívio familiar ou social, 12% em meio laboral, 8% em lares, 3% nas escolas, 3% no convívio social e 1% nos serviços de saúde.

“Nós só falamos do que conhecemos”, disse hoje a ministra da Saúde, lembrando que em casa “é onde todos baixamos a guarda”.

“É o sítio onde foi mais fácil identificar a origem (…), sabemos o nome de todos. Difícil é dizer a origem da infeção que foi para casa”, acrescentou.

Questionada sobre quantas unidades do setor social ou privado receberam até agora doentes com covid-19, a ministra disse que foi na região Norte onde “houve mais disponibilidade em trabalhar na resposta covid”, designadamente da Fundação Fernando Pessoa, do Hospital da Trofa, da CUF porto e das unidades da Santa Casa da Misericórdia de Póvoa do Lanhoso e de Lousada.

Sublinhando que é na região Norte que há maior pressão nos serviços de saúde - mais de 60% novos casos estão na área da ARS Norte -, Marta Temido lembrou: “Os sistemas de saúde podem tratar, mas não fazem milagres e têm limites. Só os comportamentos de todos podem garantir que a vida, com alguma normalidade, retornará”.

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