Numa semana marcada por recordes de mortes e novos casos no Brasil, o país teve hoje o seu segundo dia com mais óbitos e infeções desde o início da pandemia, há pouco mais de um ano.

Os números ficam apenas atrás dos de 7 de janeiro deste ano, quando se contabilizaram 87.843 casos positivos no Brasil, e da passada quarta-feira, data do maior número de vítimas mortais num só dia (1.910).

No total, a nação sul-americana, com 212 milhões de habitantes e que atravessa agora o seu momento mais crítico da pandemia, chegou a 10,8 milhões de diagnósticos de infeção (10.869.227) e acumula 262.770 mortes devido ao novo coronavírus.

A taxa de incidência da doença em território brasileiro é agora de 125 mortes e 5.172 casos por 100 mil habitantes, segundo a tutela da saúde.

São Paulo (2.093.924), Minas Gerais (908.869), Bahia (706.375) e Santa Catarina (700.127) concentram o maior número total de casos. Por outro lado, a lista de Unidades Federativas com mais mortes é liderada por São Paulo (61.064), Rio de Janeiro (33.607), Minas Gerais (19.204) e Rio Grande do Sul (13.138).

Mais de 9,6 milhões de pessoas já recuperaram da covid-19 no Brasil, enquanto 935.047 pacientes infetados estão sob acompanhamento médico.

Num momento em que vários hospitais do país estão numa situação de colapso e em que novas estirpes do novo coronavírus circulam por todo o território, o ministro das Relações Exteriores brasileiro afirmou que, apesar da falta de unidades de terapia intensiva (UTI) em "alguns Estados", o sistema de saúde do Brasil tem conseguido lidar bem com a pandemia de covid-19.

"O sistema de saúde está, claro, sob stresse, mas está conseguindo suportar bem. Tem falta de UTI em alguns estados, mas, no geral, o sistema está suportando bem", disse hoje o ministro, Ernesto Araújo, numa audiência de membros do Conselho das Américas.

Araújo, que disse haver uma "forte pressão popular" contra os confinamentos decretados por governadores e prefeitos, reconheceu que a situação no Brasil só deverá melhorar com o avanço da vacinação no país.

“A vacinação está a ganhar velocidade. Claro que gostaríamos que estivesse muito mais rápida. Está devagar em comparação aos Estados Unidos ou Israel, mas, em comparação à Europa, não está tão lenta. Os países europeus estão com um pouco mais de 5% da população total vacinada. No Brasil, estamos em torno de 4%, com todos os desafios logísticos que temos. Mas os números [de vacinados] vão subir, temos certeza”, frisou o diplomata.

Já o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou hoje que a situação no Brasil em relação à pandemia de covid-19 é “muito preocupante” e instou o Governo a tomar medidas “agressivas”.

“Se o Brasil não agir de forma forte vai afetar todos os vizinhos e além da América Latina. Medidas de saúde sérias são muito importantes”, disse Ghebreyesus, referindo o “aumento contínuo” de casos em fevereiro, mas também do número de mortes.

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