“No início da crise os CDC, que tinham o conhecimento mais respeitado do mundo neste domínio, deixaram de facto o país enfraquecido face à despistagem”, declarou à cadeia televisiva CNN Peter Navarro, conselheiro económico da Casa Branca.

“Não apenas mantiveram a despistagem na sua administração, mas também produziram um mau teste. Isso provocou-nos um atraso [na resposta]”, acrescento Navarro.

O único teste utilizado no início da epidemia foi desenvolvido pelos CDC segundo uma tecnologia validada pela Organização mundial da saúde (OMS) e utilizada no mundo inteiro. Mas devido a um problema reativo, os primeiros kits distribuídos por vezes forneceram resultados não conclusivos, nem positivos, nem negativos.

Os laboratórios públicos dos Estados norte-americanos e os setores privados não foram autorizados a concluir e distribuir os seus próprios testes. Apenas puderam atuar a partir de 29 de abril, após o anúncio da primeira morte por coronavírus nos Estados Unidos e que hoje contabilizam 90.000 mortos.

Desde então, o país aumentou consideravelmente as suas capacidades de despistagem e foram testados mais de 12 milhões de norte-americanos. O Presidente Donald Trump tem insistido em felicitar o caminho percorrido.

No entanto, os testes efetuados apenas representam 4% da população do país, colocando a primeira potência mundial no 39º lugar, atrás da Itália, Espanha ou Rússia, segundo o site de estatísticas Worldometer.

Os críticos do Presidente receiam que as capacidades de despistagem não sejam suficientes para impedir o surgimento de uma nova vaga de contaminações, numa situação em que numerosos Estados iniciaram as medidas de desconfinamento.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 313.500 mortos e infetou mais de 4,6 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 1,6 milhões de doentes foram considerados curados.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos (89.207) e mais casos de infeção confirmados (quase de 1,5 milhões).

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