Tedros Adhanom Ghebreyesus recordou que 86 países não conseguiram atingir o objetivo de 40% de vacinação até 2021, e 34 deles, na sua maioria em África e no Médio Oriente, não atingiram sequer 10% da população.

“Não podemos terminar a fase aguda da pandemia se não colmatarmos esta lacuna”, salientou o chefe da OMS, no seu discurso de abertura da 150.ª sessão do Conselho Executivo da organização.

Embora admitindo que as vacinas “não são uma panaceia para acabar com a pandemia”, Tedros Ghebreyesus sublinhou que aquelas são importantes para reduzir a gravidade da crise pandémica, e que o objetivo de alcançar uma taxa de vacinação de pelo menos 70% em todos os países do mundo até final de 2022 deve ser mantido.

O diretor-geral da OMS abordou ainda outras questões no seu discurso principal, incluindo o financiamento da organização que dirige, e advertiu que este aspeto deve ser melhorado para que possa assegurar o seu papel coordenador nos sistemas de saúde mundiais.

“Se o atual modelo de financiamento continuar, estamos a caminhar para o fracasso”, afirmou o responsável, que salientou que “a mudança de paradigma que é necessária na saúde global deve ser acompanhada por uma mudança semelhante quando se trata de financiar a OMS”.

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