Esta questão foi introduzida no debate quinzenal, no parlamento, pela coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, que referiu que "o ministro das Finanças alemão hoje disse que rejeitava a ideia de 'eurobonds' e, portanto, de uma solidariedade europeia".

"Do nosso ponto de vista é importante que o Banco Central Europeu (BCE) entre em campo o mais cedo possível financiando diretamente os Estados e nomeadamente a sua capacidade tanto na saúde como na segurança social e gostávamos de saber o que é que o Governo português pensa nesta matéria", declarou Catarina Martins.

Na resposta, o primeiro-ministro considerou que vai haver "uma discussão decisiva" em Conselho Europeu e que se está a pagar "um preço elevado" pela não conclusão atempada da União Económica e Monetária.

"Todas as medidas devem ser adotadas, quer linhas de financiamento, quer o lançamento de 'eurobonds', porque é fundamental financiar o impacto que é bastante assimétrico de um choque absolutamente exógeno, inesperado e simétrico que todos estamos a sofrer", acrescentou.

Por sua vez, Catarina Martins advertiu que "a flexibilização de regras europeias não quer dizer nada sem garantias de que a austeridade não é imposta depois outra vez no futuro" e que vai ser preciso "investimento e solidariedade".

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 360 mil pessoas em todo o mundo, das quais cerca de 17.000 morreram.

Em Portugal, há 29 mortes e 2.362 infeções confirmadas, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

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