A OPAS vai enviar para Cuba, nos próximos dias, um carregamento de 12 toneladas de medicamentos, exames laboratoriais e máscaras, entre outros produtos, revelou hoje aquela organização, citada pelos meios de comunicação estatais.

Também o CELAC vai apoiar a ilha através da doação de 800 mil seringas para a vacinação contra a covid-19, noticia a agência EFE.

“Agradecemos o gesto de solidariedade de apoio da CELAC, presidida pelo México, como parte do plano regional para enfrentar a pandemia de covid-19 ‘#ACubaPonleCorazón’”, destacou o Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, através de uma mensagem na rede social Twitter.

Cuba está atualmente a desenvolver vacinas para combater a covid-19, sendo que as fórmulas Abdala e Soberana 02 são as duas mais avançadas das cinco criadas pelas suas instituições científicas.

Abdala, fármaco injetável de três doses que apresentou uma eficácia de 100%, segundo as avaliações finais da terceira fase de ensaios clínicos recentemente divulgados, já recebeu autorização para utilização de emergência, sendo a primeira vacina latino-americana para combater o SARS-Cov-2.

Já a vacina Soberana 02 aguarda ainda autorização, após ter apresentado uma eficácia de 91,2%, tendo um esquema de duas doses a que se juntará um suplemento extra ‘Soberana Plus’.

Mais de três milhões de cubanos, dos 11,2 milhões que habitam a ilha, receberam pelo menos uma dose destas fórmulas, durante os ensaios clínicos e estudos desenvolvidos.

Até ao momento, 2,1 milhões de pessoas já foram imunizadas, um número que representa 18,8% da população, divulgou hoje o Ministério da Saúde.

Cuba não comprou vacinas no mercado internacional, nem faz parte do mecanismo da Organização Mundial da Saúde criado para que países menos desenvolvidos tenham acesso a elas.

A ilha atravessa um momento de emergência sanitária, provocada pelo elevado número de novas infeções diárias, com o epicentro da pandemia a atingir a província ocidental de Matanzas.

Milhares de pessoas saíram à rua nesta região na semana passada, em protestos antigovernamentais para demonstrar a insatisfação com a escassez de alimentos, medicamentos, produtos básicos e ainda as falhas de energia.

Após estes acontecimentos inéditos em mais de 60 anos em Cuba, o Governo ordenou várias medidas, uma delas em vigor desde hoje, que permite aos viajantes cubanos e estrangeiros importarem alimentos, produtos de limpeza e medicamentos, sem limite de valor e sem pagarem as taxas aduaneiras estabelecidas.

Esta regra, com autorização excecional de emergência, é válida até 31 de dezembro e visa amenizar a escassez desses produtos devido à crise económica, atribuída pelas autoridades devido à pandemia e ao embargo financeiro e comercial dos Estados Unidos.

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