Pelos corredores do Colégio Nossa Senhora do Rosário não é “novidade” de que esta escola privada volta a ocupar o primeiro lugar no ‘ranking’ elaborado pela Lusa, que tem por base os dados disponibilizados pelo Ministério da Educação.

Para Susana Afonso Sousa, diretora pedagógica do colégio, o “excelente trabalho de equipa” continua a ser, ano após ano, a “grande razão para o sucesso contínuo e consistente”.

“Por um lado, temos uma equipa de professores muito experiente, muito dedicada e comprometida com a missão de educar e com o nosso projeto educativo. Temos as famílias, também elas muito comprometidas com aquilo que são os objetivos dos filhos e, temos os alunos, também eles muito dedicados”, referiu.

No ‘ranking’ elaborado pela Lusa, o Colégio do Rosário volta a ocupar o primeiro lugar com uma média de 17,45 valores em 553 exames do ensino secundário realizados.

Com um projeto educativo “sólido”, nem a pandemia de covid-19 conseguiu, ainda que à distância de um computador, resfriar a “forte relação” entre professores e os alunos.

“As pessoas entenderam-se desafiadas, agarraram o ensino à distância com muita vontade e vontade de fazer bem, e fazer bem pelos seus alunos”, disse Susana Afonso Sousa, para quem o trabalho em equipa foi a chave do sucesso contra a covid-19.

“Acho que foi assim que fomos contornando este ano tão atípico, tão excecional que trouxe naturalmente dificuldades que fomos gerindo. A incerteza do que vai ser o futuro também continua a preocupar-nos de alguma forma, mas também a desafiar-nos”, revelou.

Maria Oliveira, aluna do 12.º ano do curso de ciências e tecnologias, frequenta os corredores deste colégio do Porto desde o 1.º ano.

A jovem, que anseia entrar no curso de Medicina, considerou que, mesmo em tempos pandémicos, o colégio sempre “investiu muito” para que os estudantes tivessem “bases muito sólidas”.

“Para todos foi um desafio, mas o facto de o colégio sempre ter investido em nós e o facto de termos sempre umas bases muito sólidas, fez com que a adaptação fosse bastante fácil e como tínhamos uma relação muito próxima entre professor aluno, toda a adaptação foi surgindo”, confessou.

Já Teresa Aguiar, também estudante do 12.º ano de Ciências e Tecnologias, relembrou que quando tudo “eclodiu”, os alunos estavam a regressar de uma viagem promovida pelo colégio a Taizé, em França, e os professores sempre transmitiram confiança e motivação de que “tudo ia ficar bem”.

“Os professores transmitiram-nos muito desta confiança que precisávamos para continuar a trabalhar em casa e dar sempre o nosso melhor como fazíamos aqui”, salientou a jovem que, a frequentar o colégio desde o 10.º ano, pretende agora seguir Economia.

Ainda que a pandemia as impeça de ir este verão a Timor, no âmbito do Projeto Missão Internacional, desenvolvido pelo colégio em colaboração com uma comunidade das Religiosas do Sagrado Coração de Maria, as jovens conseguiram realizar a viagem de finalistas, em setembro, e fazer a peregrinação a Taizé.

Para Luísa Nero, presidente da Associação de Pais, perante a incerteza da pandemia, os pais dos mais de 1.600 alunos, 150 dos quais no ensino secundário, fizeram “bem em confiar na resposta” da escola.

“Fizemos bem em confiar na resposta que o colégio deu, porque foi muito eficaz e atempada e conseguiu-se chegar a uma certa normalidade, dentro dos constrangimentos que temos”, disse a educadora, que tem dois filhos a frequentar o colégio, um no 8.º ano e outra no 11.º ano.

“Nada substitui a presença dos alunos na escola, o convívio é muito importante, mas dentro do que era possível fazer, o melhor foi feito”, referiu Luísa Nero.

Quem também salientou a importância da presença dos alunos da escola foi a diretora pedagógica do colégio, considerando que apesar do ensino à distância ter corrido bem, “nada substitui o ensino presencial”.

“Temos a clareza que nada substitui o ensino presencial, o professor, a interação entre os alunos, portanto, a expectativa era que conseguíssemos fazer caminho no sentido de isto normalizar o mais rápido possível”, disse Susana Afonso Sousa.

O ‘ranking’ da Lusa, feito com base em dados disponibilizados pelo Ministério da Educação, tem em conta apenas as escolas onde foram feitos pelo menos 100 exames, analisando por isso as classificações de mais de 221 mil exames de 514 estabelecimentos de ensino públicos e privados.

Foram analisadas as notas de 17 das 22 disciplinas sujeitas a exame nacional na 1.ª fase do ano letivo de 2018/2019.

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