Depois de o Ministério da Saúde ter fechado um acordo com os laboratórios privados para passar a pagar 40 euros por cada teste PCR, o mais fidedignos para detetar uma infeção pelo novo coronavírus, num entendimento que levava a uma redução de 25 euros dos preços dos mesmos, dos 65 euros que vigoravam desde o final de setembro de 2020, o mesmo Ministério deu um passo atrás no acordo depois de os laboratórios terem 'batido o pé', conta o Público na edição desta segunda-feira.

A redução do preço dos testes PCR entrou em vigor a 7 de junho e foi revista 24 dias depois, no dia 31 de junho, passando os testes a ser pagos a 45 euros logo a partir do dia 1 de julho.

Ao Público, o Ministério da Saúde justificou que "dada “a manutenção do contexto pandémico desde essa data, a situação existente justificava novo reajustamento do preço compreensivo à realidade, atenta a circunstância de se verificar, por um lado, uma redução do custo de execução dos testes, consequência de uma evolução significativa das técnicas aplicadas, e, por outro lado, uma redução dos preços de mercado dos produtos utilizados, designadamente reagentes, e bem assim, dos custos conexos com material de proteção individual. Assim, procedeu-se à atualização do preço para 40 euros, a partir do dia 7 de Junho de 2021”.

Depois esclareceu que “após nova avaliação, dado o contexto epidemiológico atual e a necessidade de manter e reforçar a resposta laboratorial de testes PCR, o preço sofreu nova atualização, passando a situar-se nos 45 euros a partir do dia 1 de Julho de 2021.”

Ao mesmo jornal, o médico Germano Sousa, fundador da rede de laboratórios com o seu nome, explica a pressão feita pelos laboratórios privados sobre o Governo: “Simplesmente dissemos ao Estado que por 40 euros não fazíamos os testes”.

O patologista e ex-bastonário da Ordem dos Médicos revelou ainda que “o ministério ainda está a estudar a hipótese de nos pagar retroativos desde 7 de junho". "Ainda não desistimos disso", sublinha.

No entanto, e apesar destas recentes oscilações nos preços, a verdade é que o Estado foi conseguindo ao longo do tempo negociar com os privados uma descida gradual do preço dos testes PCR que no início da pandemia, em março de 2020, custavam cerca de 87,95. Igualmente curioso é que nas maiores redes de laboratórios privados do país, para um particular, um teste PCR continue a custar cerca de 100 euros, tal e qual como no início da pandemia.

Ao Público, fonte da Unilabs explica que tal acontece porque  "os preços no mercado da saúde são normalmente duas a três vezes maiores para os particulares do que para o Estado. No início da pandemia tomou-se a iniciativa de não fazer essa diferenciação para não prejudicar quem precisasse de fazer o teste pela via particular. A atual diferença de preço não é mais do que a normalização da situação habitual no mercado da saúde".

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