A Equilibrium, que existe desde 1994 e estava habituada a fazer análises de qualidade na área do ambiente, alimentação, cosméticos e têxteis antibacterianos, viu o Instituto Português da Acreditação (IPAC) dar um selo de acreditação aos seus parâmetros de análise, que incluem a percentagem de filtração e de respirabilidade, disse à Lusa uma das responsáveis da empresa, Cristina Carvalho.

Quando começou a pandemia, muitas empresas têxteis do norte do país começaram a fazer máscaras mas não tinham a quem recorrer para que estas fossem avaliadas, o que levou a Equilibrium a receber pedidos, primeiro de Portugal e depois de outros países europeus, uma vez que só havia “quatro laboratórios acreditados” para avaliar máscaras e ver se estão conformes com a norma internacional.

Desde então, já fizeram “20 mil análises a cerca de cinco mil produtos”, que fabricantes nacionais e de países como o Reino Unido, França, Itália, Roménia ou Polónia, que enviam as máscaras pelo correio.

Cristina Carvalho afirmou que o maior investimento da empresa – que tem 15 trabalhadores - para se virar para a análise de máscaras foi em “massa encefálica” para perceber melhor como fazer os testes, que demora cerca de uma semana e meia desde que os fabricantes as enviam.

“No início, havia muitos chumbos. Mas os resultados negativos também são resultados”, referiu, acrescentando que os fabricantes foram percebendo ao longo dos meses como fazer máscaras melhores, quer cirúrgicas quer as chamadas “máscaras sociais”.

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