Neste projeto, os investigadores da FMUP vão tentar perceber o que faz com que estes doentes tenham uma inflamação tão agressiva e o porquê de não se verificar a sua resolução pelo organismo.

Adicionalmente, este trabalho vai permitir identificar novos alvos terapêuticos e o reconhecimento dos tratamentos mais eficazes para combater a desregulação inflamatória e a falência multiorgânica.

Com esta investigação, incluída na linha de financiamento ‘RESEARCH 4 COVID-19’ da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, a FMUP espera conseguir melhorar a estratificação de risco nos doentes e permitir um diagnóstico precoce dos indivíduos mais vulneráveis, refere em comunicado.

“A desregulação inflamatória é uma componente importante da covid-19, que contribui para o desenvolvimento da síndrome de dificuldade respiratória aguda, para a falência de vários órgãos e para a morte nos casos mais graves da doença”, sublinha.

Por esse motivo, a equipa coordenada por António Albino Teixeira, investigador e professor catedrático da FMUP, irá avaliar se “a tempestade de citocinas provocada pela covid está associada à diminuição da resolução da inflamação”.

António Albino Teixeira explica que “a hiperinflamação pode resultar de uma falha dos mecanismos de resolução da inflamação, que envolvem mediadores que limitam ativamente o processo inflamatório e promovem a regeneração dos tecidos”.

Com um financiamento de 40 mil euros, este é um dos 55 projetos contemplados na segunda edição da linha de apoio à investigação e desenvolvimento da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).

A iniciativa “RESEARCH 4 COVID-19” foi criada com o objetivo de melhorar a resposta do Serviço Nacional de Saúde no combate à pandemia.

O projeto da FMUP, intitulado Unresolved inflammation and endothelitis in severe Covid-19 patients: identification of risk stratification biomarkers and therapeutic targets, irá contar com a colaboração do Centro Hospitalar Universitário de São João, da Faculdade de Farmácia da U.Porto e do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 500 mil mortos e infetou quase 10,1 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.564 pessoas das 41.646 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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