“Solicitamos […] que sejam tomadas medidas com caráter de urgência, visando garantir aos motoristas locais onde adquirir refeições e ter acesso a instalações sanitárias, assim como a distribuição de ‘kits’ de proteção, no sentido de preservar a integridade física e psicológica destes profissionais e consequentemente de todos nós”, defendeu o SNMMP, numa carta aberta enviada ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e ao primeiro-ministro, António Costa.

O sindicato liderado por Francisco São Bento notou que os motoristas de mercadorias têm sido “negligenciados e marginalizados” na salvaguarda dos seus direitos e garantias, uma vez que, no caso dos que estão afetos ao transporte internacional, continuam a circular por países europeus, “sem qualquer tipo de observação e/ou triagem histopatológica nas fronteiras portuguesas”.

Por outro lado, “devido ao açambarcamento de produtos e alimentos nas lojas”, milhares de motoristas encontram-se em “situação de escassez de alimentos” e, em muitas áreas de serviço, é-lhes vedado o acesso às instalações sanitárias, apontou o SNMMP.

O sindicato lamentou ainda que estes trabalhadores não tenham recebido dos patrões um ‘kit’ de proteção contra a pandemia, dado o seu nível de exposição, o que considera ser uma “enorme irresponsabilidade”, acrescentando que também não foram tidos em conta os colaboradores inseridos nos grupos de risco.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infetou mais de 341 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 15.100 morreram.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, há 23 mortes e 2.060 infeções confirmadas, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral de Saúde. Dos infetados, 201 estão internados, 47 dos quais em unidades de cuidados intensivos.

Portugal encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de quinta-feira e até às 23:59 de 2 de abril. Além disso, o Governo declarou na terça-feira o estado de calamidade pública para o concelho de Ovar.

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