“No domingo, registámos a morte de mais um dos nossos utentes, uma senhora, com perto de 90 anos”, que se encontrava na instituição, disse à agência Lusa Joaquim Mansinho Gens, da direção do Lar da Associação de Cabeção de Solidariedade aos Trabalhadores Idosos (ACSTI).

No total, este surto do vírus que provoca a doença covid-19 já infetou 90 pessoas da instituição, mais precisamente 55 idosos, dos quais 16 morreram, e 35 funcionários.

Atualmente, existem 39 casos ativos de infeção entre os utentes e 34 entre os funcionários, porque “uma já recuperou e teve resultado negativo no teste”, explicou o elemento da direção do lar.

Segundo o responsável, a ACSTI está a “testar os funcionários” que ficaram infetados para “ver se já há mais algum recuperado”, para que possa regressar ao trabalho e “reforçar o apoio aos utentes e permitir dar folgas e descanso” aos trabalhadores que “têm estado em funções ininterruptamente”.

“Também contamos agora com o apoio de três auxiliares enviados pela Cruz Vermelha e já conseguimos que um dos nossos enfermeiros conseguisse iniciar o serviço”, acrescentou Joaquim Mansinho Gens.

A direção deste lar alentejano e o presidente da Câmara de Mora, Luís Simão, queixaram-se, na semana passada, de falta de apoio neste surto da parte da Segurança Social.

Contudo, na quinta-feira, questionado pela Lusa relativamente a estas críticas, o Instituto de Segurança Social (ISS) deu nota do reforço de meios.

Numa resposta enviada por correio eletrónico, o ISS indicou que um enfermeiro tinha já sido colocado na instituição e que quatro auxiliares iriam começar a trabalhar nesse dia.

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