“A administração de uma dose de reforço como suplemento do curso primário está a avançar mais rapidamente, mas ainda só atingiu 50% da população adulta da UE/EEE [União Europeia e Espaço Económico Europeu] e, globalmente, os progressos na absorção continuam a ser desiguais entre países”, frisa o ECDC em comunicado de imprensa.

No dia em que divulga um novo relatório de avaliação de risco, a agência europeia de apoio aos países estima, com base numa modelização face às doses de reforço já administradas, que esta vacina adicional poderá reduzir entre 500 mil a 800 mil internamentos devido à variante de preocupação altamente contagiosa Ómicron, por permitir “níveis mais elevados de proteção vacinal”.

“O alargamento do programa de reforço a todos os indivíduos anteriormente vacinados poderia reduzir as admissões em mais 300 mil a 500 mil”, acrescenta a agência europeia.

Ainda assim, segundo o ECDC, o próprio “curso completo de vacinação primária anticovid-19 na população total da UE/EEE está a aumentar lentamente, tendo atingido apenas 70%” até terça-feira.

“Para além da implementação contínua de programas de vacinação, a manutenção das principais intervenções não-farmacêuticas [medidas restritivas] é crucial no futuro imediato, a fim de assegurar que a intensidade da circulação de Ómicron se mantenha a níveis controláveis”, recomenda o centro europeu.

Entre essas medidas estão “o distanciamento físico, o uso consistente e correto da máscara, a prevenção de situações de aglomeração, o trabalho a partir de casa quando possível, a permanência em casa quando doente e a manutenção da higiene das mãos e respiratória, juntamente com uma boa ventilação dos ambientes internos”, elenca o ECDC.

A posição surge numa altura de elevado ressurgimento de casos de infeção com o coronavírus SARS-CoV-2 principalmente devido à elevada transmissibilidade da variante Ómicron.

Dados divulgados na página da Internet do ECDC sobre vacinação revelam que, na UE, 81,3% da população adulta está totalmente vacinada, o equivalente a 297 milhões de pessoas.

Ainda segundo os dados do centro europeu que tem por base as notificações dos Estados-membros, 189 milhões de doses de reforço foram já administradas na UE.

Citada pela nota hoje divulgada, a comissária europeia da Saúde, Stella Kyriakides, comenta que, “com um aumento da imunidade e mais vacinação, é possível esperar alcançar uma situação mais sustentável com a covid-19 a circular a níveis controláveis mais rapidamente”.

Ainda assim, é preciso “com previsões a longo prazo e a manutenção das principais intervenções não-farmacêuticas [medidas restritivas] continua a ser crucial no futuro imediato para manter a Ómicron a níveis controláveis”, avisa a responsável europeia pela tutela.

A curto prazo, Stella Kyriakides diz ser necessário “manter a vigilância para detetar potenciais variantes futuras e seguir as últimas provas científicas para determinar os próximos passos na resposta comum [da UE] à covid-19”.

“Continuamos a trabalhar como prioridade para assegurar que as vacinas adaptadas sejam produzidas e aprovadas o mais rapidamente possível, se necessário”, adianta a comissária europeia.

Taxas de infeção três vezes mais altas face a pico anterior devido à Ómicron

As taxas de infeção na Europa por SARS-CoV-2 são três vezes superiores em relação ao pico anterior da pandemia de covid-19 devido à variante Ómicron, alertou hoje o ECDC, falando numa “pressão social da propagação sem precedentes”.

“A variante de preocupação Ómicron está atualmente a espalhar-se com velocidade e intensidade sem precedentes em toda a UE/EEE [União Europeia e Espaço Económico Europeu, com taxas globais de infeção relatadas três vezes superiores ao pico mais alto durante a pandemia até agora”, avisa o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças em comunicado de imprensa.

No dia em que divulga um novo relatório de avaliação de risco, a agência europeia de apoio aos países alerta que este “número muito elevado de pessoas infetadas está a exercer uma pressão significativa em muitos países da Europa através de uma combinação do aumento das admissões hospitalares e da escassez de pessoal devido à doença”.

“Os esforços devem continuar a aumentar a utilização de vacinas entre os não vacinados, bem como oferecer uma vacina de reforço após três meses a todos os adultos elegíveis”, vinca o ECDC.

O centro europeu salienta que esta “pressão social da propagação sem precedentes da Ómicron pode ser aliviada através de um aumento da aceitação da vacinação”.

Citada pela nota, a comissária europeia da Saúde, Stella Kyriakides, vinca que, “embora seja encorajador que o número de pessoas que adoecem gravemente e requerem tratamento hospitalar não tenham seguido o mesmo caminho que os casos Ómicron, o vírus ainda representa uma séria ameaça, especialmente para os mais vulneráveis nas nossas sociedades e para os não vacinados”.

“Embora em alguns Estados-membros o pico da infeção pareça ter sido atingido recentemente, a pandemia ainda não terminou”, salienta a responsável europeia pela tutela.

Já a diretora do ECDC, Andrea Ammon, salienta que “há um reconhecimento crescente de que as extensas medidas preventivas adotadas em toda a UE/EEE resultaram também em custos sociais e económicos pesados”.

Por isso, e “para uma transição bem sucedida para o que pode ser uma fase pós-aguda da pandemia, os esforços devem continuar a aumentar a aceitação do curso de vacinação primária em indivíduos atualmente não vacinados ou parcialmente vacinados”, bem como na administração de doses de reforço, defende a especialista.

Andrea Ammon retrata ainda que, “apesar da intensidade muito elevada da circulação do vírus na comunidade, os países com uma cobertura vacinal muito alta estão a registar comparativamente menos impacto em termos de necessidade de cuidados intensivos e mortalidade do que em vagas anteriores”.

“Isto salienta o impacto que as vacinas anticovid-19 estão a ter na prevenção de casos graves e mortes”, conclui.

A posição surge numa altura de elevado ressurgimento de casos de infeção com o coronavírus SARS-CoV-2 principalmente devido à elevada transmissibilidade da variante Ómicron.

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