Durante o mês de fevereiro, foram apenas registados sete casos de profissionais de saúde com a covid-19 no hospital de São João, no Porto, e nenhum deles estava vacinado contra o SARS-CoV-2, revela hoje o semanário Expresso.

Os dados estão a ser trabalhados pelo diretor do Serviço de Saúde Ocupacional do Centro Hospitalar Universitário de São João, Pedro Norton, que adianta que as transmissões desses sete casos ocorreram todas elas em contexto familiar, atribuindo ao esforço de vacinação uma redução “avassaladora” das infeções naquele que é um dos maiores hospitais do país.

“O número de casos em fevereiro até agora é inferior ao que tínhamos por dia em outubro, novembro e dezembro”, conta o responsável ao semanário.

O processo de vacinação no Hospital de São João iniciou-se a 28 de dezembro — foi, aliás, onde foi administrada a primeira vacina no país — e terminou ainda em janeiro, tendo já sido dadas as duas doses aos profissionais visados. Ao todo, dos seis mil trabalhadores da instituição, quatro mil foram vacinados com a vacina da Pfizer/BioNTech e 928, por já terem sido infetados, não receberam as doses. Os restantes não estavam no plano.

O diretor do Serviço de Saúde Ocupacional do Centro Hospitalar Universitário de São João diz que se registaram apenas dois casos positivos em vacinados após a 2ª dose da vacina, ambos em janeiro, mas o diagnóstico quer de um, quer de outro, ocorreu dentro do período de incubação, ou seja, já estariam infetados antes da toma.

O próximo passo será perceber se as vacinas contra a covid-19 também impedem infeções assintomáticas, ou seja, pessoas que não vão sofrer os efeitos do vírus por se encontrarem vacinadas mas que ainda podem transmiti-lo a outras pessoas.

Os primeiros dados parecem ser promissores, sendo que o número de casos positivos entre enfermeiros, assistentes e médicos do São João foi muito mais baixo na terceira vaga — 140 —, em janeiro, numa fase em que a maioria dos profissionais já tinha, pelo menos, uma dose tomada, do que na segunda vaga — 590 — ou na  primeira — 200.

Estes valores vão ao encontro dos primeiros estudos que começam a surgir quanto à eficácia das vacinas. Em Israel, um estudo aponta para uma eficácia de 94% contra os casos sintomáticos de covid-19 e de 92% contra a transmissão do vírus da vacina da Pfizer/BioNTech. Já na Escócia, cientistas descobriram que, quatro semanas após a dose inicial, foi registada uma redução do risco de hospitalizações por coronavírus em até 85% com a vacina da Pfizer e 94% com a vacina da AstraZeneca.

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