D. Manuel Clemente falava em declarações à agência Ecclesia, em resposta aos apelos do Papa Francisco, na passagem dos símbolos da Jornada Mundial da Juventude, que Lisboa acolhe em 2023.

“Foi muito bonito que o Papa, na homilia, tenha pegado nas obras de misericórdia para dizer aos jovens – aos que cá estavam e aos de todo o mundo, que também seguiram – que são o melhor ideal possível, as obras de misericórdia concretizadas na vida”, referiu D. Manuel Clemente, após a missa que decorreu na Basílica de São Pedro.

O cardeal considerou que a jornada se realiza em Lisboa devido ao trabalho desenvolvido pelos jovens católicos, sobretudo universitários que “têm feito muitas realizações a propósito da misericórdia, da caridade, aproximando-se das pessoas, de terras, vilas e aldeias, na Missão País e outras missões”.

Neste âmbito, D. Manuel Clemente destacou o papel dos jovens que estão “a colaborar nos lares onde há falta de pessoal por causa da pandemia”, sublinhando o “caudal de misericórdia, que é a melhor garantia de futuro”.

“As jornadas nasceram deste caudal e agora reforçam-se com estas novas iniciativas que vão no mesmo sentido e por isso eu gostei muito que o papa focasse as obras de misericórdia, o ir ao encontro da necessidade dos outros como o campo certo para se realizarem os ideais da juventude”, acrescentou.

Sobre a entrega dos símbolos da Jornada Mundial da Juventude, D. Manuel Clemente considerou ser "um momento marcante, num caminho que já anda como sonho há muito tempo e agora começa a ser cada vez mais realidade”.

Portugal recebeu hoje, na missa presidida pelo Papa Francisco, no Vaticano, os símbolos da Jornada Mundial da Juventude, que Lisboa acolhe em 2023, e que devem depois percorrer as dioceses portuguesas e países de língua portuguesa.

A entrega dos símbolos, a Cruz Peregrina, com 3,8 metros de altura, e a réplica do ícone de Nossa Senhora 'Salus Populi Romani', que retrata a Virgem Maria com o Menino nos braços, deveria ter acontecido em abril, mas devido à pandemia de covid-19 foi adiada.

Os símbolos estavam até agora na posse do Panamá, cuja capital foi palco da última jornada, em janeiro de 2019.

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