Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal de Lisboa e atual candidato, quer mais transportes públicos a servirem quem vive e trabalha na cidade. “É um erro o desinvestimento no transporte público”, afirmou durante um almoço-debate organizado pelo International Club of Portugal.

“O grande investimento e a política passa por melhorar o transporte público na cidade”, continuou referindo-se, no caso, ao transporte pesado de âmbito metropolitano e, dentro da cidade, a um “investimento forte na Carris”.

Para Medina, presidente e candidato à Câmara Municipal de Lisboa “é a primeira, segunda e terceira prioridade”, frisou. O atual edil relembrou ainda que a Área Metropolitana foi “desenhada para o automóvel” e com “370 mil carros entrarem em Lisboa, sendo que desde 2014, com a melhoria da economia da cidade, são mais 15 mil carros por dia”, pelo que “não há sustentabilidade”, referiu durante a sua intervenção subordinada ao tema “Lisboa – Desafios de futuro” num encontro que decorreu no hotel Double Tree by Hilton Lisbon – Fontana Park, em Lisboa.

Escritórios nos terrenos da Feira Popular para responder à procura. Medina prepara uma espécie de simplex

A “cidade vive um momento único, de criação de emprego, de oportunidades de investimento, de vibração e afirmação global”, relembrou Fernando Medina.

Apontando para o empreendedorismo que nasceu em Lisboa com “300 startups que valem 1,2 milhões de euros” sendo que “1/3 são estrangeiras”, a procura de espaços para trabalhar alarga-se a outras empresas de maior dimensão.

Para responder à procura crescente, os terrenos da Feira Popular, que são propriedade camarária, serão destinados “a maior parte para espaços de escritórios”, garantiu, afastando o cenário de ali ser edificada habitação social.

“Hoje uma parte da resposta da economia da cidade é tudo fazer para acelerar a quantidade e qualidade de escritórios disponíveis. Há uma procura crescente. E tem que haver produto disponível”, explicou.

Uma maior celeridade no licenciamento de escritório é uma novidade do programa de candidatura. “Necessitamos que os projetos vão para a frente e de acolher emprego que quer chegar a cidade de Lisboa”, sublinhou.

Numa intervenção que tocou vários pontos que marcaram o seu mandato, das obras à alteração da calçada portuguesa, do combate das desigualdades e exclusão social à taxa turística, o turismo dominou a intervenção. E nesse ponto, Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal de Lisboa fez questão de relembrar que esse setor vale na economia da cidade “6.3 mil milhões de euros” o que representa “quatro vezes o setor do calçado e três vezes a Autoeuropa”.

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