No programa da TSF “Almoços Grátis”, David Justino disse esperar que essa decisão seja no sentido da continuidade de Rui Rio à frente do PSD, mas acrescentou não querer entrar “no domínio privado de alguém que só está na política porque quer ser útil e não precisa dos cargos políticos para sobreviver”.

“Daquilo que conheço há muitos anos do dr. Rui Rio, não é um desistente, não é pessoa que à primeira dificuldade encosta ao lado”, afirmou.

“Aguardamos com a maior das calmas que, aquilo que é a decisão pessoal do dr. Rui Rio, se possa tornar pública. Espero que não vá demorar muito mais tempo, hoje irá ouvir a Comissão Política Nacional, como é de bom tom que o faça, e a seguir com certeza irá tomar a sua posição, se é que já não a tem tomada, mas se a tem é pessoal e fica no seu foro íntimo”, assinalou.

David Justino defendeu que o PSD deve respeitar calendários e mandatos, frisando que, segundo os estatutos, o próximo Congresso deverá realizar-se em fevereiro, antecedido de eleições diretas para a escolha do presidente em janeiro.

“Não vamos adiar nem vamos antecipar, vamos respeitar os prazos que estão definidos e julgo que posição do dr. Rui Rio vai nesse sentido”, disse, criticando aqueles que pediram a demissão do líder na sequência dos resultados das legislativas.

O vice-presidente do PSD defende que, perante o resultado nas legislativas – 27,9% e 77 deputados, quando só estão apurados os resultados em território nacional – “e a forma como foi obtido”, “não há razões objetivas para alterar estratégia que o PSD tem vindo a seguir”, dizendo esperar que Rio esta disponível para continuar a liderar essa estratégia.

A Comissão Política Nacional do PSD está reunida para analisar os resultados eleitorais, mas fonte oficial do partido disse na terça-feira à Lusa que Rui Rio não falará ainda hoje publicamente sobre o seu futuro político e continua “em ponderação” quanto à sua continuidade e eventual recandidatura.

Na noite eleitoral de 06 de outubro, Rui Rio assumiu que o PSD não alcançou o principal objetivo – vencer as eleições – mas defendeu que não se tratou de “uma grande derrota”, e não quis esclarecer se se manterá à frente do PSD, dizendo que seria uma decisão tomada “com serenidade e ponderação”.

Na passada quarta-feira, o antigo líder parlamentar Luís Montenegro já anunciou que será candidato à presidência do PSD nas próximas diretas, sendo, até agora, o único candidato assumido ao cargo.

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