A questão foi apreciada hoje no parlamento, após a apresentação de um requerimento por parte do grupo parlamentar do Bloco de Esquerda (BE), no sentido da audição do ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, e da Câmara de Lisboa na Comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas.

A este documento juntou-se um outro apresentado pelo Partido Comunista Português (PCP), que considera pertinente chamar também à Assembleia da República a administração do Metropolitano, os trabalhadores da empresa, e ainda representantes da Área Metropolitana de Lisboa.

A este leque juntam-se ainda os presidentes dos municípios de Loures, Odivelas e Amadora, também servidos pelo metro.

Os deputados aprovaram ambos os textos por unanimidade.

Para o PCP, estas são "entidades que deveriam ter sido ouvidas sobre esta matéria e isso não aconteceu".

Na opinião dos bloquistas, esta é "uma matéria com interesse de ser discutida o mais rapidamente possível", com vista a "evitar que erros voltem a ser cometidos".

"Temos o máximo interesse em participar no debate que aqui se faz […] e poder discutir esta questão com as entidades municipais e o Governo", apontou o Partido Socialista.

Por seu turno, e falando numa expansão em função do calendário eleitoral (as eleições autárquicas disputam-se a 01 de outubro), o Partido Social Democrata partilhou da opinião de que "há um conjunto de entidades que deveriam ter sido ouvidas e não foram".

Na semana passada foi anunciado que o Metropolitano de Lisboa vai ter mais duas estações até 2022 (Estrela e Santos), estando previstas também estações nas Amoreiras e em Campo de Ourique, embora nestes dois casos sem uma data prevista de conclusão.

De acordo com o plano de desenvolvimento operacional da rede, apresentado em conferência de imprensa, está previsto o prolongamento da Linha Amarela do Rato ao Cais do Sodré, com duas novas estações na Estrela e em Santos.

Quanto à linha verde, passará a ser circular.

O custo desta obra é de 216 milhões de euros, com recurso a fundos comunitários e a empréstimo no BEI - Banco Europeu de Investimento.

O documento prevê também o prolongamento da Linha Vermelha entre São Sebastião e Campo de Ourique, com duas estações nas Amoreiras e em Campo de Ourique.

Este prolongamento tem um custo estimado de 186,7 milhões, mas neste caso não há uma data de conclusão prevista, "por ausência de garantias de financiamento".

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