“2017, finalmente o fim do túnel”, é este o título da publicação que chegou esta quarta-feira às bancas, quase dois anos depois do atentado ‘jihadista’ perpetuado pelos irmãos Kouachi, que custou a vida a doze pessoas. Na capa assinada por Foolz, um dos cartoonistas da nova geração da publicação, um homem de vestes brancas e longa barba negra segura uma arma apontada à cabeça de outra pessoa que ri.

A 7 de janeiro de 2015, doze pessoas, entre cartoonistas e redatores do jornal, foram mortas por dois 'jihadistas', os irmãos Cherif e Said Kouachi, que reivindicavam ser elementos da Al-Qaida no Iémen e afirmaram querer "querer vingar" o profeta Maomé, cujas caricaturas foram publicadas pelo Charlie Hebdo.

Para assinalar o primeiro aniversário do atentado ‘jihadista’ que dizimou a sua equipa, o semanário lançou também uma edição especial com um Deus barbudo na capa, empunhando uma 'kalashnikov' e com vestes ensanguentadas. A acompanhar essa imagem, o título “Um ano depois, o assassino ainda está em fuga”, e uma tiragem prevista de cerca de um milhão de exemplares

Nessa edição, jornal incluía um caderno com desenhos dos cartoonistas mortos no ataque – Cabu, Wolinski, Charb, Tignous, Honoré – e de colaboradores externos, entre os quais a ministra da Cultura francesa, Fleur Pellerin, atrizes como Isabelle Adjani, Charlotte Gainsbourg e Juliette Binoche, intelectuais como Élisabeth Badinter, Taslima Nasreen (Bangladesh), Russell Banks (Estados Unidos) e o músico Ibrahim Maalouf.

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