Avança a revista Sábado que  Jorge Castela e Pedro Perestrello, fundadores do Chega, abandonaram o partido, denunciando ameaças e ilegalidades de Nuno Afonso, atual chefe de gabinete do deputado André Ventura.

Em causa estão “mais de mil” assinaturas falsas, grande parte “com a mesma caneta e a mesma letra”, entregues ao Tribunal Constitucional para a formalização do partido, a 23 de janeiro deste ano.

"Entre nós, nunca ninguém acreditou que o responsável por organizar e contar as assinaturas não tenha reparado que existem cerca de 300 páginas todas com a mesma caneta, a mesma letra e assinaturas todas parecidas!", lamenta Pedro Perestrello, em declarações à Sábado.

"O Nuno estava sempre a esconder e a evitar que olhássemos para as assinaturas. Pedimos várias vezes. Nós achávamos muito estranho", acrescentou.

Das 8.312 fichas entregues, 1.813 não foram validadas (o que forçou partido a procurar mais 2223 nos dez dias seguintes), e mais de 1000 levantaram suspeitas, escreve o Público. O caso está a ser investigado pelo Ministério Público desde abril.

Jorge Castela afastou-se do partido logo em março, quando o caso chegou à justiça. À data, enviou um email ao partido denunciando "práticas criminosas", "dolo e negligência" e criticava o "secretismo" com que foi conduzido o processo de recolha de assinaturas. “Estamos a falar de um lote de assinaturas em número superior a 1300, de fichas em que era manifesta e imediatamente percetível tratarem-se de documentos falsificados e/ou contrafeitos”, cita a Sábado.

André Ventura sai, todavia, em defesa de Nuno Afonso: "eu penso que, na altura, quem quisesse ver as assinaturas, o Nuno Afonso nunca iria recusar", diz.

O líder do Chega justifica a mesma caligrafia em várias assinaturas com o facto de ser a pessoa que recolhia as assinaturas muitas vezes a preencher as fichas.

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