Em comunicado, a OIM refere que nesta segunda tragédia foram resgatados três sobreviventes, que terão comunicado que na embarcação seguiam 120 pessoas a bordo, e foram também registados três mortos.

Permanecem assim desaparecidos 114 migrantes.

O responsável da OIM em Itália, Flávio Di Giacomo, disse que a marinha italiana transportou para a ilha de Lampedusa dois sudaneses, que disseram terem sobrevivido ao naufrágio de um bote que teria deixado a Líbia no dia anterior.

O terceiro sobrevivente, com origem na Gâmbia, confirmou os mesmo detalhes.

Os sobreviventes relataram ainda que entre os desaparecidos encontram-se cerca de dez mulheres, uma delas grávida, e duas crianças, uma das quais um bebé de dois meses, sendo a maioria proveniente da Nigéria, Camarões, Gâmbia, Costa do Marfim e Sudão.

Segundo os testemunhos, a embarcação começou a afundar-se ao fim de 10 horas de viagem, provocando o afogamento de vários passageiros.

Os sobreviventes permaneceram várias horas a flutuar antes de serem encontrados pelo navio da marinha italiana, a 50 milhas da costa Líbia e depois transportados de helicóptero até à ilha de Lampedusa.

A organização não-governamental (ONG) alemã Sea Watch já havia informado o naufrágio na sexta-feira, através das suas redes sociais, denunciando que, até ao momento, não há um “programa europeu de resgate no Mediterrâneo” e que o barco da ONG espanhola Open Arms está bloqueado em Espanha pelas autoridades, enquanto o navio humanitário Sea Eye também continua à procura de um porto para a mudança de tripulação.

Esta informação surgiu menos de 24 horas depois de ter sido confirmado um outro naufrágio na costa espanhola, em que se acredita que se terão afogados 53 migrantes africanos, tendo sido apenas resgatada uma mulher com vida.

Estes dois naufrágios fazem aumentar o número de vítimas mortais no Mediterrâneo para 200 só este ano, refere a OIM.

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