Parece que os fãs da pop sul coreana, mais conhecida por K-Pop, e os utilizadores da rede social TikTok, são parcialmente responsáveis por tramarem as contas à comissão de campanha que está a tentar assegurar a reeleição de Donald Trump nas próximas eleições presidenciais nos Estados Unidos. Não é certo que tenha sido a principal razão, mas é uma hipótese forte.

O comício decorreu numa arena com capacidade para 19 mil pessoas que a campanha de Trump tinha prometido que ia encher — o diretor da dita sugeriu mesmo ter recebido mais de um milhão de pedidos por bilhetes. No entanto, as imagens difundidas parecem demonstrar o contrário.

Segundo as contas do departamento de bombeiros de Tulsa, estiveram presentes 6.200 pessoas. Além disso, estava previsto um outro evento no exterior do recinto, em que devia participar também o vice-Presidente norte-americano, Mike Pence, mas foi cancelado horas antes devido à baixa afluência.

De acordo com Tim Murtaugh, porta-voz da campanha Trump, a razão pela qual a arena não encheu deve-se ao facto de os manifestantes do movimento "Black Life Matter" não permitirem a entrada dos apoiantes de Trump no comício por terem criado um ambiente hostil ou por terem barrado a sua entrada. Apesar desta situação, Mercedes Schlapp, conselheira da companha, salientou que "5.3 milhões de pessoas assistiram ao evento nos nossos meios digitais", segundo o Politico.

No entanto, segundo dá conta o The New York Times, há outra possibilidade em cima da mesa para os números registados e uns furos abaixo das expectativas: a de que os utilizadores da rede social TikTok e os fãs da pop sul coreana terem pedido milhares de bilhetes para participar no comício, mas apenas por brincadeira/sabotagem.

Isto deu-se após a conta oficial da campanha de Trump no Twitter (@TeamTrump) ter publicado um tweet a informar os apoiantes do presidente norte-americano que estes se podiam inscrever e pedir bilhetes gratuitos a 11 de junho. Foi então que os fãs da k-pop começaram a partilhar as informações com os seus seguidores, encorajando-os a inscreverem-se para o comício, mas apenas para depois não aparecerem.

Este assunto tornou-se viral e espalhou-se rapidamente pelo TikTok. Vídeos com milhões de visualizações instruíam os outros a fazer o mesmo, segundo a CNN. No entanto, a maioria dos utilizadores apagou as suas publicações ao fim de 24 ou 48 horas para levar o seu plano a cabo. Desta forma, impediam que o assunto chegasse aos orgãos de comunicação tradicionais e ao radar da campanha de Trump. Elijah Daniel, YouTuber, explica que "estes miúdos são espertos e pensaram em tudo".

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