"Se nem sequer temos condições económicas e financeiras ao nível do orçamento regional para baixar os impostos em 30%, o que fará ter um regime fiscal próprio, que seria insustentável para as nossas contas públicas", advertiu a cabeça de lista, Raquel Coelho, durante uma ação de campanha no centro do Funchal.

A candidata do PTP alertou para o facto de o Estatuto Político Administrativo da Madeira permitir uma redução fiscal de 30% face ao continente, o que, no entanto, não acontece.

"Vemos os nossos governantes a vender banha da cobra à população, a falar sobre a necessidade de baixarmos a carga fiscal, mas têm nas suas mãos, têm ao seu dispor o Estatuto Político Administrativo que nos permite baixar os impostos em 30%", disse, lamentando que essa possibilidade não seja executada.

Raquel Coelho realçou que, antes de se falar em regime fiscal próprio para a Madeira, seria conveniente começar pelos "primeiros passos", conforme a lei permite.

"Deixem-se de ideias estapafúrdias, deixem-se de ideias mirabolantes para esconder a falta de soluções para os problemas da nossa população e peguem nas medidas que estão ao nosso alcance, que é reduzir os nossos impostos em 30%", declarou.

A cabeça de lista do Partido Trabalhista Português disse, por outro lado, que as sucessivas maiorias absolutas que o PSD obteve no arquipélago nos últimos quarenta anos resultaram no "descalabro das contas públicas", gerando uma dívida de 6.000 milhões de euros e outra oculta de 1.100 milhões.

"Vamos começar pelo que podemos: dar condições às empresas e às famílias de viverem melhor na Região Autónoma da Madeira", disse Raquel Coelho, realçando a necessidade de promover uma "discriminação positiva" ao nível dos custos de exploração, nomeadamente no preço da eletricidade, gás, água e combustíveis.

O PTP tem um deputado no parlamento regional.

As eleições regionais legislativas da Madeira decorrem em 22 de setembro, com 16 partidos e uma coligação a disputar os 47 lugares no parlamento regional.

PDR, CHEGA, PNR, BE, PS, PAN, Aliança, Partido da Terra-MPT, PCTP/MRPP, PPD/PSD, Iniciativa Liberal, PTP, PURP, CDS-PP, CDU (PCP/PEV), JPP e RIR são as 17 candidaturas validadas para estas eleições, com um círculo único.

Nas regionais de 2015, os sociais-democratas seguraram a maioria absoluta - com que sempre governaram a Madeira - por um deputado, com 24 dos 47 parlamentares.

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