“É preciso pensar no que foi este Governo nos últimos quatro anos e no que fez. E este degradou os serviços públicos aos portugueses de uma forma brutal e, ao mesmo tempo, aumentou os impostos como nunca se aumentou em Portugal, a carga fiscal está como nunca esteve ao longo da história toda de Portugal”, disse na entrega das listas pelo círculo eleitoral do Porto às eleições legislativas.

Se se pagam mais impostos os serviços públicos deveriam ser melhores, mas não é isso que acontece, aliás estão piores, argumentou.

A propósito, o social-democrata apontou a degradação, sobretudo, na saúde, nos transportes ou nos cartórios notariais, lembrando as demoras para pedir o cartão de cidadão ou a reforma.

Além disso, na educação, o presidente do PSD afirmou que o Governo não fez os concursos para os assistentes operacionais a tempo, o que significa que não vai haver pessoal suficiente para o arranque das aulas.

“Isto é desleixo, degradação e desprezo pelos serviços públicos”, reforçou.

Rio considerou que também os salários deveriam ser “elevadíssimos”, particularmente na função pública, o que não é o caso.

“Isto é sinónimo de péssima gestão porque com mais dinheiro fazem pior”, realçou.

Portanto, nas eleições legislativas, o presidente do PSD declarou que as pessoas vão dizer se querem mais quatro anos iguais ou se querem mudar para melhor, acrescentando que a avaliação a este Governo não deve ser feita com base nos últimos acontecimentos, mas no que foi feito nos últimos anos.

E, a este respeito, Rui Rio salientou que os dados económicos são tudo “menos saudáveis”, falando em degradação do défice externo e no aumento do endividamento de Portugal perante o mundo.

“Esse foi o indicador fundamental que, há uns anos, trouxe a `troika´ a Portugal, mas não estou com isto a dizer que rapidamente vem aí a `troika´, mas a dizer que o caminho que estamos a seguir é errado”, ressalvou.

À entrada do Tribunal da Relação do Porto, onde as listas foram entregues, Rui Rio foi abordado por funcionários judiciais, vestidos com camisolas pretas, onde se lia “justiça para quem trabalha”, para lhe darem conta dos problemas do setor.

Criticando o executivo de António Costa de “nada fazer”, estes profissionais pediram ao social-democrata ajuda e atenção ao assunto, lembrando a existência de uma “grande discriminação” na justiça por fazer por uns e não por outros.

Os funcionários revelaram que há 1.180 lugares no setor por preencher e que, a falta de pessoal, atrasa o andamento dos processos.

“A justiça entope na parte administrativa porque não temos condições de resposta para os magistrados”, referiram.

(Notícia atualizada às 16:26)

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