A Câmara Municipal do Sabugal, presidida por António Robalo (PSD), adianta numa nota publicada na sua página oficial da internet que as escavações, realizadas nos últimos meses por iniciativa da autarquia, "revelaram dois níveis de ocupação".

"De uma fase mais recente, [foram encontrados] materiais do século XII/XIII, quando o Sabugal ainda pertencia a Leão e Castela; e, de uma fase mais antiga, uma grande estrutura habitacional, com quase 3.000 anos, da qual se conservaram os barros de cabana, o pavimento, buracos de poste, um sulco de fundação, a lareira, os troncos carbonizados", explica o comunicado.

Segundo a autarquia, na zona onde foi detetada a grande estrutura habitacional foram também encontrados "materiais do uso quotidiano e ainda cereais carbonizados que compunham a alimentação, mas também os hábitos de cultivo" das populações da época.

"Desta forma, ficámos a conhecer um bocadinho mais da história do Sabugal e contemplámos de perto os costumes das comunidades que encontraram no Sabugal, assim como nós, um lugar para viver", sublinha a mesma nota.

Nos últimos meses, a equipa de arqueologia do Sabugal representada pelos arqueólogos municipais Marcos Osório e Paulo Pernadas, e pela arqueóloga Inês Soares, tem estado a desenvolver "uma série de trabalhos arqueológicos" no âmbito do Plano de Ação de Regeneração Urbana (PARU) local.

O PARU "propõe a requalificação de algumas áreas localizadas no centro histórico da cidade e, como medidas de minimização, definiu-se previamente uma fase de sondagens arqueológicas nas áreas em risco de afetação histórica e patrimonial", justifica o município do Sabugal, situado no distrito da Guarda, junto da fronteira com Espanha.

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