Em comunicado, o Ministério sublinha que as mais de 700 escolas referenciadas estão a cumprir uma “função social imprescindível”, não só ao receber as crianças e jovens que necessitem de acolhimento, mas também ao garantir o serviço de refeições escolares para alunos carenciados.

Segundo dados oficiais, estas escolas estão a acolher diariamente cerca de 150 filhos de trabalhadores de serviços essenciais, entre profissionais de saúde, dos serviços de ação social e das forças de segurança e de socorro.

Por outro lado, na segunda semana em que as atividades letivas presenciais estão suspensas, a média de refeições diárias servidas no conjunto escolas ultrapassa já as 6.500, um número que, segundo a tutela, tem vindo a aumentar desde o início do processo.

De acordo com os dados referentes à primeira semana, divulgados na sexta-feira, as escolas serviram uma média de 5.500 refeições diárias. “Só na quarta-feira foram servidas cerca de oito mil refeições”, revela agora o ministério.

A informação de que estes estabelecimentos de ensino vão continuar a funcionar durante a pausa letiva, que se inicia na sexta-feira, já tinha sido avançada pelo Conselho de Ministros, no final da reunião de hoje do executivo, no Palácio da Ajuda, em Lisboa, em comunicado.

Da mesma reunião, saiu também a decisão de alargar a justificação de faltas de trabalhadores com filhos ao período das férias da Páscoa, mantendo a prestação extraordinária neste período de interrupção letiva apenas para creches fechadas devido à pandemia da covid-19.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais 500 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 22.000.

Em Portugal, registaram-se 60 mortes, mais 17 do que na véspera (+39,5%), e 3.544 infeções confirmadas, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, que identificou 549 novos casos em relação a quarta-feira (+18,3%).

Dos infetados, 191 estão internados, 61 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril.

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