“Uma coisa é clara, é inaceitável usar menores como instrumento para violar as fronteiras territoriais de Espanha”, disse Robles, em declarações à televisão nacional espanhola, citadas pela agência France-Presse (AFP), no dia em que se assinala o Dia das Forças Armadas.

Desde o dia 17, pelo menos oito mil migrantes, muitos deles jovens, entraram ilegalmente no enclave espanhol com as imagens divulgadas a mostrarem passividade, se não permissão, dos guardas marroquinos.

Segundo a AFP, a maioria dos jovens voltou para trás, mas mais de 800 menores marroquinos permaneceram na cidade, muitos deles vagueando pelas ruas, devido à dificuldade das autoridades locais em encontrarem os pais destas crianças e jovens.

“Isto é inaceitável, quer do ponto de vista do direito internacional, como do direito humanitário”, vincou a governante espanhola, acrescentando que “nenhum país que esteja a agir num espírito de boa vizinhança pode usar menores desta forma”.

A Espanha, apontou a ministra da Defesa, sempre foi “uma das principais apoiantes de Marrocos”, mas precisa “de ter o respeito do país, porque ele é a chave da coexistência”.

A origem desta última crise entre Espanha e Marrocos está relacionada com a permanência em Madrid do secretário-geral da Frente Polisário, Brahim Ghali, por motivos de saúde.

A Frente Polisário, considerada como um grupo terrorista por Rabat, reivindica o direito à autodeterminação no Saara Ocidental, território que foi colónia espanhola e posteriormente ocupado pelo Marrocos.

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