Joe Biden disse que a obrigação de proteger a ilha tornou-se “ainda mais forte” após a invasão da Ucrânia pela Rússia. “Esse é um compromisso que assumimos”, disse o chefe de Estado norte-americano, numa conferência de imprensa, em Tóquio.

Para o Presidente dos EUA, o uso da força pela China contra Taiwan “simplesmente não seria apropriado” e “mudaria toda a região”, constituindo um evento semelhante ao que aconteceu na Ucrânia.

Sob o princípio "Uma só China", os EUA reconhecem Pequim como o governo legítimo da China e cortaram relações diplomáticas com Taiwan.

“A América está comprometida com uma política de uma só China, mas isso não significa que a China tenha jurisdição para usar a força para tomar Taiwan”, disse Biden, acrescentando: “A minha expectativa é que isso não aconteça”.

No entanto, Washington mantém contactos não oficiais com o território, incluindo uma embaixada de facto em Taipé. Os EUA também fornecem equipamento militar para a defesa da ilha.

China avisa Biden 

“Ninguém deve subestimar a firme determinação, a forte vontade e a poderosa capacidade do povo chinês de defender a soberania nacional e a integridade territorial”, disse Wang Wenbin, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China.

“Pedimos aos Estados Unidos (...) que evitem enviar sinais errados às forças independentistas” de Taiwan, acrescentou.

China e Taiwan vivem como dois territórios autónomos desde 1949, altura em que o antigo governo nacionalista chinês se refugiou na ilha, depois da derrota na guerra civil frente aos comunistas.

Pequim considera Taiwan parte do seu território, apesar de a ilha operar como uma entidade política soberana, e ameaça utilizar a força, caso o território declare formalmente independência.

Nos últimos anos, centenas de caças chineses entraram na Zona de Identificação da Defesa Aérea (ADIZ) de Taiwan, numa demonstração de força por parte de Pequim

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