“Os EUA e a coligação querem colaborar na construção das forças legítimas do Iémen para defender o povo iemenita, proteger as fronteiras de seu país e contribuir nos esforços para combater a Al-Qaeda e o Estado Islâmico no Iémen e na região”, afirmou na sexta-feira o secretário de Defesa norte-americano, Jim Mattis.

Já a coligação liderada pela Arábia Saudita que luta no Iémen informou hoje que “solicitou [aos EUA] a cessação do reabastecimento em voo” dos seus aviões militares, num momento em que crescem as críticas à Arábia Saudita por atacar indiscriminadamente mercados e hospitais, matando civis.

A alteração não deverá afetar a assistência militar e o treino que apoiam os ataques aéreos sauditas, que terão causado milhares de mortes de civis.

O Iémen está praticamente dividido em dois, com as forças pró-governamentais a controlarem o sul e uma boa parte do centro e os rebeldes a ocuparem o norte e parte significativa do oeste.

A guerra do Iémen opõe as forças do governo, apoiadas pela coligação internacional dirigida pela Arábia Saudita, aos rebeldes huthis, que se apoderaram em 2014 e 2015 de vastas regiões do país, incluindo a capital, Sanaa.

Desde 2014 que o conflito causou mais de dez mil mortos e provocou, segundo a ONU, a pior crise humanitária no mundo, com milhões de pessoas ameaçadas pela fome.

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